Mulheres - Agentes Comunitárias de Saude
No fundo de um barraco no alto do morro
Um cãozinho guarda a porta
La dentro duas almas se escondem do mundo
Protegem o afeto mútuo
Da feia realidade da fronteira
Que separa a cidade dos excluídos
Da cidade dos cidadãos certinhos
Em sua luta para vingar seus fantasmas
Se esquecem de olhar o céu acima e a cidade abaixo
Mas as mulheres, passam por homens armados
Encaram as escadas sujas e sobem o beco
Levam um amor feminino de cuidado e acolhimento
A dois homens perdidos na difícil arte de cuidarem-se
Em meio a guerra urbana
Lutada pelo privilegio de vender a vigília e o sono
Aos normais que vivem mais perto do rio