relações amorosas

Poesia Geométrica - Millor Fernandes

               Poesia Geométrica

 ( poesia matemática revisitada - 30 anos depois )

 

Pontudo poliedro

Ao entrar numa equação

Encontrou um rombóide exemplar

De ângulos sem par

E negra simetria linear.

"Eureka!", estremeceu,

"Arquimedes,

Não me enredes!'

"Newton, me ajuda de verdade

que perco a gravidade!"

Doido negreiro,

Roçou o seu cateto

Nas quinas do parceiro

E, ao se sentir enorme,

Disse baixinho, ao preto:

"Meu Deus, que cuneiforme!"

"Sou teu isógono",

Disse o Rombóide, laconico"

"Mas pode me chamar de risogônico".

E os dois se propuseram

E x MC2 - 3,1416(24) x 69 ou seja,

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