Poesia Geométrica
( poesia matemática revisitada - 30 anos depois )
Pontudo poliedro
Ao entrar numa equação
Encontrou um rombóide exemplar
De ângulos sem par
E negra simetria linear.
"Eureka!", estremeceu,
"Arquimedes,
Não me enredes!'
"Newton, me ajuda de verdade
que perco a gravidade!"
Doido negreiro,
Roçou o seu cateto
Nas quinas do parceiro
E, ao se sentir enorme,
Disse baixinho, ao preto:
"Meu Deus, que cuneiforme!"
"Sou teu isógono",
Disse o Rombóide, laconico"
"Mas pode me chamar de risogônico".
E os dois se propuseram
E x MC2 - 3,1416(24) x 69 ou seja,