Compartilho abaixo breve matéria veiculada ontem pela TVT, dando notícia que a nova gestão municipal em Sampã pretende valorizar o uso das novas mídias sociais como canal de diálogo com a população da cidade.
A notícia é animadora, pois nós, paulistanos, a recebemos como um prenúncio de tempos mais democráticos nesta megalópole que amargou muitos anos seguidos de gestões antidemocráticas. É Sampã deixando para trás (esperamos!) sua "idade das trevas" e adentrando uma nova era de maior diálogo e participação!
Nós, que há 5 anos temos acumulado uma rica experiência de uso das redes sociais para fazer política pública, só podemos comemorar e ampliar nossas ofertas para fazer um política pública de saúde mais democrática.
por Marco Pires Rio Grande do Sul / Porto Alegre 24/11/2012 22:28:29
Para termos o conforto de atribuir culpa a alguém o conceito de autodeterminação se confunde com o de liberdade irrestrita. Desumanizar alguém ou um grupo social é, precisamente, colocá-lo fora da condição humana respeitável, por ele ter feito uma escolha.
Vejamos os usuários de drogas, coisa que de resto, todos somos: Será que sem a noção de usarem a "liberdade", de serem drogados, em razão de uma escolha, ainda que errada, a muitos dos paulistanos poderiam ter desejado e justificado o banimento da condição de cidadãos dos usuários de drogas da cracolândia?
Buscando aprofundar a reflexão sobre os caracteres e as relações entre público e privado e estimular o aclaramento dessa polêmica, anexo um video com a Professora Marilena Chauí sobre o assunto.
"O Brasil jamais teve cidadãos, nós, a classe media, não queremos direitos, nos queremos privilégios, e os pobres não tem direitos. Não há, pois, cidadania neste pais. Nunca houve!" (Milton Santos)
Nosso personagem que está na fila da DAC (Diretoria Acadẽmica da Unicamp), amigo do Davi, fica indignado com a possibilidade do site da DAC excluir alunos cegos por não ser acessível às pessoas com deficiência visual. Acredita que a diferença em foco – a cegueira – deve ser reconhecida. Ao mesmo tempo, nega a possibilidade do reconhecimento racial quando afirma que não deve haver distinção entre as pessoas pela cor. Movimenta-se entre dois pólos. Opõe-se à exclusão com relação à deficiência, ao mesmo tempo em que desconsidera a desigualdade gerada pela condição racial.
Domingo, 22 de janeiro de 2012, 6h da manhã, São José dos Campos (SP). Milhares de homens, mulheres, crianças e idosos moradores da ocupação Pinheirinho são surpreendidos por um cerco formado por helicópteros, carros blindados e mais de 1.800 homens armados da Polícia Militar.
Como nos apontou Foucault, coube ao cristianismo colocar as relações prazerosas sob o signo do mal. Enquanto na Grécia Antiga o uso dos prazeres era tomado como ponto de reflexão sobre si, moral e ética, no cristianismo o prazer se tornou ponto de interdição. Foi assim que as relações com a dieta, com substâncias que alteravam a percepção e a consciência e com o sexo deixaram de ser meios para que cada cidadão se entendesse como um ser na polis, para se tornar signo do pecado, da perdição da alma, enfim, a associação do prazer e do mal. Ao invés de se trabalharem regras facultativas, a prudência, o cuidado de si e a temperança, foram criados códigos rígidos, regimes proibitivos e regras coercitivas.