ensaio

Kildare, House, o Curandeiro e um pouco sobre cuidado.

    Quando um grande amigo me falou sobre a oposição que apontava entre Dr. Kildare e Dr. House fiquei pensando que ali havia mais complementaridade que oposição. Mas é necessário explicar isso.

A violência na escola: os rumos da educação

Dia destes, manhã bem cedo, estava tomando café numa padaria qualquer. Televisão ligada no Jornal da Rede Globo, como não poderia deixar de ser. A notícia que fixava todos os olhares na telinha, inclusive o meu (como esse negócio pega a gente!) era sobre violência nas escolas. Alguma coisa sobre alunos "vândalos" que, cada vez mais freqüente, têm praticado a destruição das escolas públicas; fisicamente quero dizer, porque funcionalmente não foram eles, pelo menos sozinhos! Não faltou na matéria a violência destes alunos contra seus professores (Não lembro se falaram também da violência dos professores contra estes mesmos alunos, que insistem em lhes enfiar goela a baixo um monte de lixo desnecessário. Acho que não! Mas, isso é outra coisa e não tem nada a haver com a precedente).

"Caras e Bocas": A Erotização Vulgar da Imagem da Enfermeira

Não é nenhuma novidade que a imagem da enfermeira seja repleta de idealizações. Historicamente, por se constituir hegemonicamente como uma profissão feminina, a enfermagem carrega em grande parte o imaginário que o machismo faz da mmulher como um todo. Esta moralidade machista tende a  dicotomizar o "ser mulher" ora na idealização da "santa",  ora na execração pública da imagem da "prostituta", daquela mulher que vivencia a sua sexualidade de forma "promíscua", "depravada" e/ou "descontrolada".

 

"Guerra é Paz"

Basta puxar um pouco pela memória! Quem leu "1984" de George Orwell se lembrará de um dos lemas do partido totalitário que governa um enorme país imaginário chamado de "Oceania". Não entraremos numa discussão sobre o livro. Os interessados em resumos na internet ou na obtenção de livros digitais na grande rede encontrarão a obra com extrema facilidade. Basta destacar que Orwell  nos sinaliza com o que talvez seja o maior pesadelo: uma sociedade em que as técnicas de controle chegaram a tal esmero que a possibiidade de qualquer resquício de uma vida privada ou qualquer sentido de liberdade individual são praticamente impossíveis.O que o  Nazismo e Estalinismo ensaiaram na realidade, é levado ao extremo na ficção não tão científica de Orwell

 

Dia do Psicólogo


Parabéns pelo nosso dia! E como precisamos de felicitações. Pessoalmente acho a profissão maravilhosa mas a parte que poucas pessoas sabem é que nós psicólogos somos vítimas de vários estereótipos, o que , neste sentido, não nos diferencia de qualquer profissão. Ainda assim, é uma coisa engraçada que as vezes beira o drama, principalmente quando somos expostos aos mal entendidos.

"Edward Mãos de Tesoura" e a Inclusão da Diferença

"Edward Mãos de Tesoura" é um filme de 1990 dirigido por Tim Burton. Quem asssitir ao filme notará semelhanças da sua mensagem principal com estórias como "Frankstein", "A Bela e a Fera" ou Pinóquio. A genialidade aqui reside em recontar essas histórias com novas características mais ambientadas às necessidades de nossa época. Enquanto nessas estórias a necessidade de aceitação se encontra restrita ao campo das individualidades diretamente envolvidas, em Edward se recoloca a mesma necessidade na relação do indivíduo com o grupo e com a sociedade.

 

A Gripe e a Mistanásia

Nos últimos meses temos sido alvos, dia após dia, de reportagens falando sobre a gripe mexicana, digo suína, digo H1N1. A primeira dificuldade parece ter sido esta mesma. Definir nomes para algo que nos causa medo e prejuízos econômicos. A ética do "politicamente correto" identificou desde o início que o rótulo "mexicana" discriminava nossos irmãos latino-americanos do norte e que chamar a gripe de "suína" poderia colocar em risco bilhões de dólares do comércio de derivados de porco ou questionar a forma como, em muitos países, essa indústria cresce sem o mínimo controle sanitário.

Antitabagismo ou Antitabagista?

Essa questão me veio a mente durante a aplicação de uma dinâmica de grupo em sala de aula. Para discutir o conceito de "estereótipo" utilizo de um exercício chamado de "Viajando de Navio". Proponho que os alunos pensem na viagem de seus sonhos e imaginem que guardaram algum dinheiro durante anos para realiza-la. Depois que compraram a passagem, descobrem que na verdade terão que abrir mão da cabine privativa por outra onde apenas o espaço de dormir é reservado, o que implica na convivência com outras pessoas num espaço comum. E não adianta reclamar pois está tudo ali no contrato, naquelas letrinhas miudas que quase ninguém lê. Para piorar, todas essas pessoas são estranhas.

FELIZ PÁSCOA

PÁSCOA

A páscoa é repleta de simbolismos. Das ervas amargas dos hebreus à ressureição de Cristo, até chegar hoje em dia ao sorriso das crianças mesclado com o marrom do chocolate, a Páscoa é dor, alegria, sofrimento e felicidade, uma síntese da condição humana. Movidos ou não por sentimentos religiosos, na Páscoa podemos demarcar o momento de recomeçar. É hora de tirar os velhos projetos das gavetas e ousar.

O Papa é Pop

 

Há alguns anos os "Engenheiros do Havai" nos brindaram com o sucesso "O Papa é Pop" onde satirizam a sociedade de consumo que transforma em mercadoria toda forma de banalidades pela veiculação intensa das imagens: 

 

Todo mundo tá revendo
O que nunca foi visto
Todo mundo tá comprando
Os mais vendidos..

É qualquer nota,
Qualquer notícia
Páginas em branco,
Fotos coloridas
Qualquer nova ,
Qualquer notícia
Qualquer coisa
Que se mova
É um alvo

 

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