educação

Uns mais iguais que os outros...

Concordo com a ideia do crescimento do processo de democratização da participação e inclusão social das minorias no Brasil, especialmente na última década. No entanto, a extensão da dignidade humana na forma de atributo igualitário que nivela todos diante da lei, seja em direitos, seja em deveres, ainda não é plena. Grande parte da redução das desigualdades sociais em nosso país se deve a inclusão no mercado de consumo, apenas.

A Educação e a reprodução da Desigualdade Econômica


As perspectivas de inserção econômica da comunidade onde dou aulas são tão precárias, quanto o modelo de inclusão social que lhe é endereçado. Neste aspecto, os conjuntos de saberes que são mobilizados pelos núcleos familiares matrilineares, de onde vêm nossos alunos, são pré-escolares e tem referência em uma cultura em permanente instabilidade.

Fragmentos da monografia: O que tem mudado e o que tem permanecido.


Sinto a necessidade de explicitar um dos pressupostos filosóficos que fundamentam minhas reflexões. A mudança na sociedade para mim é constante. Não é, no entanto unidirecional. A história é um ciclo recorrente de ascensões e quedas que não tem sentido além de si mesmos.

A noção de progresso que assumo é a de John Gray . Por ela observamos acumulação apenas no conhecimento expresso em forma de tecnologias cada vez mais complexas. Elas mudam o ser humano (e suas relações sociais intermediadas pelos artefatos tecnológicos) de modos que nunca podemos prever ou compreender completamente (Gray, 2007).

Grupo de Teatro Medicina da FMUSP: a história de uma sensibilidade que não morre nunca e se reinventa sempre

 Foto: Grupo de Teatro Medicina

Irmãs de berço histórico, o teatro e a medicina ocidental foram idealizados por um povo que sabia refletir, recriar e tratar os elementos da tragicomédia que é a existência humana.

Se Dionísio e Asclépio nunca se juntaram na mitologia para promover a união entre médicos e artistas (porque decerto faziam parte de uma mesma concepção do humano e do divino), talvez caiba a nós, meros mortais, a sensibilidade para enxergar na arte uma ponte para uma formação médica e pessoal mais humanizada.

REALIZAR ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO É UMA FORMA DE BANIR O PRECONCEITO!

Agradeço a oportunidade de participar colaborando com a Escola de Saúde Pública do RS  na formação promotores Populares em saúde, isto é um resgate histórico e um reconhecimento, um olhar positivo para a saúde da população cigana.
Em minhas andanças conheci pessoas maravilhosas docentes e acadêmicos, voltados verdadeiramente para um SUS de todos..
Estou engajada colaborando, viajando por todo o estado para minimizar aspectos negativos da população cigana no que se refere ao um direito básico de todo o ser humano:
SAÚDE!

http://loriemanoella.blogspot.com.br/2012/10/realizar-atraves-da-educacao-e-uma.html

 

As Raízes Filosóficas da Problematização

"Ensinar exige rigorosidade metódica"

Paulo Freire

 

A perspectiva de não reduzir a prática pedagógica a uma ação desempenhada apenas por "quem ensina" tem sido, desde sempre, uma preocupação recorrente entre os mais atentos educadores. Tal é o sentido, por exemplo, do alerta feito por Paulo Freire quanto à chamada "educação bancária": um processo essencialmente marcado pela ênfase no "depósito" ou transmissão de conteúdos, portanto incapaz de encarar o aprendiz como sujeito do seu próprio aprendizado.

Ciência e solidão nas fronteiras do SUS

A dinâmica social materializada pela Renascença, mais que o desenvolvimento do 'pensar científico e filosófico', mergulhou o ser humano em um contínuo processo de individualização de si e reclusão social. A privatização da subjetividade tornou-se uma meta. O primeiro cárcere a nos recluir como refúgio da vida pública, núcleo ao qual recorremos para uma constituição identitária, foi a família. A seguir, impulsionados pelos valores capitalistas cada vez mais presentes, passamos a constituir nossa identidade a partir do trabalho, em uma tensão constante com a família e a capacidade que possuíamos para mantê-la ou provê-la.

A sempre antiga e renovada família e o fim do velho modelo de educação escolar

 

A família remonta ao tempo dos proto-humanos primatas e aos caçadores coletores da idade da pedra. Ela é mais antiga que a sociedade e suas instituições. A Família é muito mais antiga do que a escola. Em seu contexto, no entanto, a escola já é anacronicamente velha e disfuncional.

 

Quando a civilização humana entra em processo de mudança revolucionária, a sociedade convulsiona e os afetos transbordam da família para as comunidades. Emoções intensas contidas no ceio das famílias pelo vínculo de dependência que gera a sobrevivência de uma linhagem ao longo de muitas gerações, invadem as instituições sociais.

GTH em recesso

 

 

 

Bom dia!

Nosso recesso das reuniões tem sido bem movimentado. Há como que uma eletricidade no ar. Em meio a muitas transformações tecnológicas na saúde e na educação, novas demandas estão se assomando as antigas. Parece que não demos conta das primeiras; e os novos desafios vêm convocar-nos a uma urgência já incontornável.

Divulgar conteúdo