autonomia

Liberdade, criatividade e segurança.

Ser feliz é uma arte de difícil execução. Estar infeliz é uma condição comum. Todos os seres humanos a conhecem bem. No entanto, tolerar esta verdade é raro entre nós. Mas podemos aceitar que a vida é mais contingente do que construída? Certamente podemos menos do que costumamos pensar.

Esta humildade, embora necessária, é rara. As religiões monoteístas nos levam a crer numa doutrina que afirma que a terra foi dada aos homens para ser explorada. Tudo é mero instrumento divino dado aos humanos para que realizem seus desejos.

A experiência de desejar, esperar e frustrar-se é característica do cotidiano.

O morrer e a morte

E, no entanto, quanto menos dela falamos, mais dela cuidamos. Ela está presente em todos os nossos desejos, em todas as nossas esperanças. É com a perspectiva surda e muda de sua presença que projetamos nossa ruidosa ilusão. Há algo de sinistro no fato de que só conseguimos acolher a morte negando-a.

Parece que a infinita promessa de que tudo tem valor apenas por que nos leva a outra coisa, reina em nossa comunidade de consumo, em nossa sociedade de progresso e em nossa civilização de saque e colonização. Sonhamos acordados na fé cega de que nada vale em si mesmo, a menos que  traga outra coisa, sempre melhor, sempre diferente.

A aceitação da morte e sua acolhida como a outra face amigável da vida, implica em que deixemos nossa verve infinitamente insaciável...

Uma primeira Vitória: Novo Secretário fala forte. BEM VINDO ISAÚ

 Enfim :  Uma boa Notícia nos mares potiguares do SUS !!!

                   

 O novo Secretário de estado da Saúde potiguar tem anos de dedicação ao SUS, pós-graduação em Saúde Pública, uma outra pós  em Saúde do Trabalho; foi gestor do Hospital Santa Catarina, e disse que quer a indicação dos Diretores dos Hospitais do estado decidida pelos profissionais ! Disse que só aceita ficar nesta pasta se tiver autonomia perante o Governo, para resolver os problemas; e suavemente, mostrou nuances do que pensa a respeito da Privatização de hospitais no estado. 

"Entre a Vida e a Morte": Reflexões a Partir de um Documentário da BBC

  

 

Construir um documentário não é uma tarefa fácil. O primeiro engodo que se pode incorrer é a idéia de que, não sendo uma peça ficcional,o documentário sempre mostraria a "verdade" e, dessa forma, ganha quase de imediato a credibilidade pela forma como "tece" suas imagens. Ora, sabemos das inúmeras mentiras que podem ser urdidas a partir do que se faz numa ilha de edição.Este não é o caso do documentário "Entre a Vida e a Morte" produzido pela BBC.  

 

 

Seminário: - " Autonomia, espiritualidade e normatividade: os múltiplos territórios morais da assistência na terminalidade"

Nome do Evento: "Autonomia, espiritualidade e normatividade: os múltiplos territórios morais da assistência na terminalidade"
Dia: 06/10/2011
Local: Anfiteatro Kazue Panetta / Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti – Caism

As Mortes

 

As mortes de que fala a personagem grevista de Saramago, são de várias características. A morte que fica intermitente no livro de Saramago é essa mesma que o Erasmo refere em seus textos.

Ela é uma condição de permanência e ciclos que são retomados. Ela tem um sentido nas teias de afetos que ligam quem morre e quem nasce. A morte ceifa o que será o ceio de onde a vida ressurge. Com a morte temos uma narrativa de entes coletivos que permanecem na descontinuidade de suas vidas singulares.

Vou deixando minha vida naquilo que toma minha dedicação, minhas horas escoam nisso, como a escrita destas linhas, em que ficam meu afeto, minhas paixões e meus sonhos.

Prá não se acomodar!

No Caminho, com Maiakóvski  (Eduardo Alves da Costa)
"Assim como a criança humildemente afaga a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro com um poeta soviético.
Lendo teus versos, aprendi a ter coragem.
Tu sabes, conheces melhor do que eu a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada."
Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,

na inglaterra, um big brother em 20.000 casas

(por Silvio Meira no post Na inglaterra, um big brother em 20.000 casas)

O governo inglês decidiu que tem que fazer alguma coisa sobre as 20.000 famílias mais problemáticas do país, algumas das quais parecem fazer parte de quadros sobre adolescentes difíceis na TV do mundo inteiro.

Dilemas Bioéticos: "De quem é a Vida Afinal?"

Tentarei, na medida do possível, postar sugestões de filmes para se discutir aspectos relacionados à humanização e questões bioéticdas, particularmente, àquelas que dizem respeito a morte e o morrer.

 

Deixo como sugestão dessa semana o filme "De quem é a vida afinal?" (1981), dirigido por John Badhan e estrelado por Richard Dreyfus (o mais velhos se lembrarão desse ator como o reporter de "O Tubarão" ou, alguns anos depois, no fime "O Adorável Professor").

 

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