Nesses quinze anos de Programa de Saúde da Família, hoje denominado Estratégia de Saúde da Família, convivi com um ser humano que aos poucos vi desabrochar, feita uma Flor de Cactus, em meio a um sertão tão árido. Dona Livramento, era assim: tímida, calada, não dava muito opinião pelo certo ou pelo errado, deixava que as coisas fossem seguindo o seu rumo de uma forma natural, sem querer se intrometer ou refletir por que aquilo estava acontecendo. E foi assim por algum tempo, cumpria seu papel de Agente Comunitário de saúde, fazia suas visitas, e, como todo Agente, sofria com os problemas insolucionáveis da população, buscava ajuda na equipe, e assim eram os seus dias no trabalho.