RAY LIMA - ESPETÁCULO LÂMINAS - SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO POPULAR - SESC - FORT. CE. 21 DE OUTUBRO DE 2009
raylimalima | seg, 26/10/2009 - 16:48.
O ESPETÁCULO LÂMINAS, BASEADO NO LIVRO HOMÔNIMO DE RAY LIMA, FOI ATRAÇÃO DURANTE O SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO POPULAR E PRÁTICAS INTEGRATIVAS E
POPULARES DE CUIDADO NOS DIAS 21 E 22 DE OUTUBRO
DE 2009. UM MOMENTO DE MUITA REFLEXÃO,ALEGRIA E
EMOÇÃO DO PÚBLICO.
O SEMINÁRIO PROMOVIDO PELO SESC CONTOU COM
A PARCERIA DO PROGRAMA CIRANDAS DA VIDA-SMS-FORTALEZA,
DO PROJETO QUATRO VARAS, DO MOVIMENTO DE SAÚDE MENTAL
DO BOM JARDIM E A PARTICIPAÇÃO DE DIVERSOS MOVIMENTOS
QUE LIDAM COM EDUCAÇÃO POPULAR E PRÁTICAS INTEGRATIVAS
NA CAPITAL CEARENSE.
A cenopoesia dialogando com os diversos temas
abordados no seminário e com cerca de 200 pessoas
de movimentos populares, educadores, artistas,
trabalhadores da saúde e comerciários.
- Faça login ou crie uma conta para poder enviar comentários
Estado/cidade: Fortaleza
O ESPETÁCULO LÂMINAS, BASEADO NO LIVRO HOMÔNIMO
DE RAY LIMA, FOI ATRAÇÃO DURANTE O SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO POPULAR E PRÁTICAS INTEGRATIVAS E 






Comentários
Para RAY
Hoje, 20 de novembro, dia nacional da consciência negra, Natal foi presenteada com o espetáculo cenopoético Lâminas.
A cenopoesia de Ray mexe com força, faz rodopios de dor e ternura dentro da gente. Sua voz intensa nos provoca desassossego como se fosse nosso o seu grito, inquieta no ritmo da percussão e afaga com o som das cordas do violão.
Poesia que corta e recorta, monta e desmonta, palavras que sangram; vida que escorre generosamente para dos que dela têm sede.
Poesias. Palavras que escorrem e não saciam.
"A vida tem limites"? "Quantos litros de poesia cabem na bolsa amniótica"? "Quantos poemas cabem na bolsa de valores"? "Que valor na bolsa tem um verso?"
Interrogações dançantes, flutuantes sobre nossas cabeças que mergulham nas palavras e tentam em vão saciar a fome de poesia.
As palavras de Ray são sementes. "Parto da vida para a arte", diz o nosso poeta. E eu digo que a tua poesia é a arte, sendo ela mesma, vida...palavras que germinam e crescem e engravidam.
Beijos
"O que nos resta senão ler e reler até o infinito?"
Jacqueline
LÂMINAS
O NÃO-ESPETÁCULO
Zé Terra,
Gostei da sua visão a respeito da cenopoesia. Acho que também é tudo isso.
Eu que conheci este movimento há alguns anos e já ajudei a montar a estrutura musical para algumas idéias concordo com você e entendo muito bem quando diz:
“O espetáculo cenopoético coloca o espectador-ouvinte-leitor em constante movimento sensorial e físico, mas de tal intensidade que em muitos momentos nos colocamos inertes sem saber para onde serão levados pensamentos olhos e sentimentos.”
Abs
Jadiel Guerra
Músico, compositor e poeta, produtor da Rede Globo -RJ
CENOPOESIA O NÃO-ESPETÁCULO*
A respeito da cenopoesia, espetáculo poético-músico-dramático, se é que assim podemos definir, criado e reinventado pelo poeta Ray Lima, tem que se ter em mente o fato de estarmos diante de algo nunca feito antes. E talvez daí resulte a grande dificuldade deste tipo de abordagem.
Não é possível na intervenção cenopoética, por parte do público, a absorção da música, do poema, ou da cena dramática separadamente, e nem em conjunto ou fundidos num só resultado. Na verdade podemos dizer que a cenopoesia nos subtrai qualquer tentativa de reter sons, imagens ou palavras. Só nos é permitido sentir. O que nos é apresentado é um roteiro de sentimentos, um roteiro emocional, alias, como deve ser a poesia: que tem como sua função principal a comoção. Na cenopoesia nada pode ser mensurado ou decodificado. O espetáculo cenopoético coloca o espectador-ouvinte-leitor em constante movimento sensorial e físico, mas de tal intensidade que em muitos momentos nos colocamos inertes sem saber para onde serão levados pensamentos olhos e sentimentos.
Cada vez mais me convenço de que a poesia em sua totalidade é inacessível ao ser humano e que a grande angústia do poeta é ver que tendo criado o objeto artístico, a obra, ou o artefato poético, não consegue, nem ele nem ninguém, absorver, conhecer, dominar, ou alcançar esta obra na sua totalidade ou em todas as suas perspectivas e possibilidades. Ou seja, é como se o poeta construísse uma casa onde nunca ninguém jamais (e nem ele mesmo) pudesse conhecer todos os cômodos. A deliciosa iguaria que ninguém comerá, o caminho a cujo final ninguém chegará.
A cenopoesia confirma esta modesta constatação.
Acompanhado dos músicos Johnson Soares, Jadiel Lima, Filippo Rodrigo e do dramaturgo Junio Santos. Ray Lima, através de sua genialidade nos deixa entregues a uma memória de fantasmas, encantamento e reflexões, sem aviso, sem a lógica convencional, sem principio e fim, como a poesia deve ser.
*Texto referente ao espetáculo cenopoético de lançamento do livro Lâminas no Rio de Janeiro em 11 de novembro de 2009
**José Terra
Poeta, membro da Academia de Letras, Artes e
Ciência de São Gonçalo-RJ
Parabéns pela arte que se manifesta grandiosamente
Ray que arte linda, parabéns!
E muita luz para você.
Renata Dantas
Natal-RN
Olá, Renata. Você
Olá, Renata. Você pode assistir/participar do espetáculo Lâminas no lançamento do dia 20/11/09 em Natal. Será às 10h30 na UFRN, na cooperativa.
Um cheiro,
Ray Lima
Creio que seria um grande
Creio que seria um grande momento. Sem dúvida.
Um cheiro,
Ray Lima
Ray, sinônimo de "espetáculo"...
Parabéns, tu és "o espetáculo"!
Gostei das fotos! Imagina ao vivo!!?
Coloca o RS na agenda e avise!
Abraços,
Luciane
Lâminas no RS
Seria Maravilhoso! Por que não pensamos algo assim durante o Fórum Social Mundial? Há um bom espaço de tempo para vermos como seria. As passagens já seria um passo e tanto. Daí para frente tudo fluirá como água corrente...
Obrigado e um cheiro na maçã da alma vivente!
Ray Lima
Lâminas, conexões, bons encontros!
Sim!! O Seminário dos 10 anos do Fórum Social Mundial será em Porto Alegre, 2010!! Combinadíssimo! 25 a 29 de Janeiro...
E, para que as agendas sejam organizadas, aqui está um link para todos que "acreditam em um outro-mundo-possível":
http://www.forumsocialmundial.org.br/noticias_01.php?cd_news=2561&cd_lan...
Incluindo eventos internacionais, já pensou?
Abração querido,
Luciane