A PNH por Cleusa Pavan
A pedidos, aí vai uma versão ( ízica, viu Ricardo?) do nosso encontro trans deste sábado.
Somos um grupo de pessoas que pensam/praticam uma clínica transdisciplinar. Alguns princípios e métodos veiculados pela pnh no SUS "nasceram" ou foram inspirados por reflexões clínico-políticas do "povo trans".
Cleusa, em sua fala, refez o percurso histórico da pnh desde os movimentos sociais que possibilitaram/produziram o SUS. Explicitou princípios, métodos e dispositivos que animam as práticas. E adentramos a ALMA da coisa, pois vamos nos contagiando com os acontecimentos e embarcando num devir alegre e potente.
Ao abordar a questão da humanização, ela e nós ( a roda entra em ação ) relembramos a distinção entre modos de pensá-la. Não como um imperativo moral a que estariam submetidos os trabalhadores da saúde, mas como um modo que inclui os sujeitos no jogo de todas as suas implicações de vida. Somos arrastados por devires de toda ordem no contato com o outro, o que nos torna solidários. Dá-se o Encontro.
Cleusa lembra que o tamanho de nosso país,entre muitas outras questões, pode ser um complicador para a irradiação da política. Mas, basta lembrarmos da rede HumanizaSUS e do processo de rápida reverberação.
Por falar nisso, alguém poderia entrar nesta roda, dizer um verso bem bonito pois preciso dizer adeus e ir embora! Tô brincando...Mas, convoco mais gente do "povo trans" para entrar nesta roda e contar mais coisas que não me ocorreram.
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Comentários
entrei na roda
Isa,
entro na roda por uns instantes pra dizer que foi ótimo ler seu relato sobre o encontro trans em que não pude estar, novamente, em carne e osso. Entretanto, seu relato teve a força de me fazer girar com vcs. Deu até pra escutar a Cleusa contando tudo isso.
bj e até o próximo
cris
voto, e vai para a 1ª página!
Pessoas queridas deste brasilzão, do nordeste ao sudeste, do norte ao sul, distâncias e proximidades, diferenças e igualdades, conflitos e Paz, "trans" e aroda continua a rodar... Adorei o poema de Josá Paulo Paes -
"prolixo
pro lixo".
- "Hu!!"
Abraços, Ana Rita
pnh e o brasilzão
Quisera eu escrever somente em forma de aforismo, como o Nietszche. Que metida, heim?
O que vc lembra sobre a diversidade cultural de cada pedaço do Brasil fazendo uma saudável digestão do "único", é ótimo!
beijo
Vamos todos cirandar!
Maria Luiza,
Seu relato é tão gostoso de ler!
Traz um "convite que convence" a entrar na roda sem rodeios; entrar - incluir-se e ser incluído - trazendo junto diferenças e subjetividades. Quando cita um verso da ciranda demonstra essa solidariedade da qual fala no texto; na cantiga de roda, é suficiente um soltar de mãos para que o outro que chega possa ser incluído, em meia volta ou volta e meia, do seu jeito, fazendo a diferença, fazendo circular saberes..."um anel que não se quebra!"
Um beijo,
Jacqueline Abrantes
vamos todos cirandar
É isso aí, Jaqueline. Você me fez lembrar que numa roda de ciranda entra qualquer um, até a mais radical diferença! É só suficiente que "as mãos se soltem" e abram espaço prá mais um.
beijos
Oi Maria LUiza!
Ocorreu-mem algo quando se pensou a questão da distância e tamanho desse Brasil. A resposta você já deu. Tudo hoje se propaga mais rápido pelos meios "internéticos". mas esse sentido de propagação não pode nos deixar a impressão que aquilo que se propoga é "unico", dizendo respeito a conteúdos apropriados de forma acrítica. O fascinante quando caminhamos por esse Brasil afora é perceber que existem inúmeros modos de fazer que vão produzindo sincretismos entre perspectivas mais sistematizadas com aspectos que dizem respeito muito mais às perpectivas culturais do local onde essas práiticas vão se desenvolvendo. Do meu ponto de vista, isso acaba sendo facilitado também pelo método proposto pela PNH ao enfatizar as formas de inclusão como paradigma. Assim de um espaço para o outro, a PNH se funde com a ciranda, o frevo, o boi, o carnaval, o São João, as tradições populares, o cordel enfim, inúmeras experiências da cultura popular que fazem uma espécie de transcodificação simbólica da política gerando novas práticas embasadas nas anteriores. A princípio acho isso muito bom posto que o cotidiano e, mais precisamente o SUS, são elementos muito mais complexos do que qualquer avaliação política que se faça deles. Neste sentido, as ações devem refletir essa complexidade e diversidade. Abração do ERASMO
lapso
Coloquei dois comentários ao teu comentário, mas no lugar errado, acho!
pnh e o brasilzão
Erasmo, só dá você na primeira página!!! Também com o capricho que vc imprime aos teus posts. Por mim, vc pode mandar dicas de qualquer filme, não só os relacionados `a questão da morte. Teu bom gosto é da hora!
Bem, eu gostaria de escrever mais coisas trazidas pela Cleusa, mas ando meio vagabunda! E acho também que quanto menos escrevemos ou falamos, mais dizemos. Meu marido jornalista sempre me lembra o poema do José Paulo Paes:
Consiso
Com siso
Prolixo
Pro lixo.
"Irradiação" e diferença
Pelo jeito a roda rodou mais uma vez no encontro "trans"...
E você continuou a "ciranda", fazendo-a rodar pelo "brasilzão", convidando outros a entrar na roda...
Valeu, Iza!
Em seu relato con-siso, também "tropecei" num aspecto destacado muito bem pelo Erasmo e expresso na palavra "irradiação"... Não preciso repeti-lo. Digo apenas "hu!"
"Solto a mão" para ver se o "povo trans" alarga e alegra mais esta roda. Quero saber mais!
Bjs,
Ricardo