Blog de Marco Pires

A íntegra do PL

Seguindo com a tarefa de defesa permanente do SUS, socializo a íntegra do PL que acaba com as terceirizações no SUS.

Parabéns ao autor projeto, Dep. Rosinha. Precisamos pressionar para que este PL tramite rapidamente nas comissões e seja aprovado e sancionado pela executivo.

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS

PROJETO DE LEI N.º 7.423, DE 2010
(Do Sr. Dr. Rosinha)

Altera o texto da Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, para excluir a transferência da prestação de serviços de saúde para organizações sociais.

 

Crise na saúde: Quem não quer trabalhar?

 


Na edição de Zero Hora do dia 24 de agosto de 2010, ao conceder uma entrevista, a coordenadora do Serviço de Emergência do Hospital Conceição conseguiu encadear uma série de comentários infelizes e mal articulados a respeito da sobrecarga de trabalho e superlotação do setor.

Ao falar sobre o assunto, a médica apontou corretamente a dimensão física da estrutura da emergência, construída para abrigar cerca de 50 pacientes e que opera com uma lotação acima de 150 pacientes.

Quem são os inimigos do SUS?

 

O texto abaixo é de um amigo meu. Antes de tudo, de alguém que devotou sua vida a defesa do SUS e dos trabalhadores da saúde. Não posso deixar de compartilhar com os "navegantes" desta rede as palavras cirúrgicas que o Milton usou para descrever nossos inimigos.

Seriam opositores respeitáveis se pudessem mostrar-se a luz do dia. Como se escondem de forma covarde, muitas vezes trajados com os aventais brancos mais bem remunerados, vale o adágio de inimigos do SUS. 

Quem são os inimigos do SUS?

Viver e morrer: A arte de fazer instantes de alegria em meio a dor

Meu finado tio, padrinho querido e irmão de meu pai ficou internado num desses leitos numa disposição na enfermaria em que sua cama ficava em frente a janela. Bem como no conto que o Ricardo transcreve.

Ele e outro senhor, na cama ao lado, parceiro de adoecimento e de luta por viver o melhor da vida, dividiam entre eles o inventário diário das macas que passavam no pátio com lençóis brancos a cobrir os falecidos do dia.

“A Estrada” e “O livro de Eli”

 

 

Recentemente tive a oportunidade de assistir a estes dois filmes. O primeiro suprime, num só golpe, em uma narrativa realista, envolvente e escatológica todos os vínculos que sustentam a condição humana estendida nas sociedades ocidentais.

Somem os vínculos sociais de afeto e de risco em um único mega-evento planetário do qual só vemos o clarão inicial e as conseqüências dos primeiros dez anos de um inverno solar que já teve seu lugar no passado da história de nosso planeta, mas do qual a espécie humana foi poupada até aqui.

Elio Gaspari

Conforme prometi e seguindo a reflexão iniciada no post anterior. Boa leitura!

Cartão SUS, um fracasso tucano-petista

Tudo vira dinheiro

Vamos voltar a pensar sobre a questão do SUS de um ponto de vista social, político, cultural e jurídico-legal. Na vida os seres humanos lidam com o que se apresenta em cada instante. Desta  forma a maior parte de nossas ações é regida por hábitos incorporados e disparados por percepções que não chegam ao exame da mente consciente.

O social e o cultural podem ser medidos em termos de esforços políticos ou coletivos para racionalizar e examinar a vida criando, de forma consciênte, vínculos e regras. Estas regras tornan-se as mais diversas formas de tecnoplogias de (e para) viver a vida. Essas tecnologias por sua vez, redefinem constantemente o que seja o conceito (da hora) de viver a vida.

Que belo jeito de viver!

É incomum e belo fazer e ser parte deste movimento.

Obrigado a todos pelos comentários dos vários posts em defesa do SUS e da vida. Obrigado pela generosidade de criar coletivamente, embaralhando as vaidades das autorias. Sei que as vezes minha intervenção é mais ácida do que poética, mais sociológica do que psi.

Mas não abro mão de trabalhar com uma certa gama de dados objetivos. Sempre corro o risco de sofrer uma contestação devastadora por que números podem provar tudo. Até mesmo teses opostas.

Lembro que dei a notícia da decisão do STF num post com o título mais escatológico que me veio no instante em que (ainda antes de pensar racionalmente) tive a intuição do que estava em jogo.

Repercussões em série

Que semana esta. Em plena copa do mundo nossas redes ferveram em defesa do SUS.

O movimento em defesa do SUS vem tomando um curso cada vez mais denso. É como uma série de fontes surgindo em vários lugares, nas alturas de nosso tempo vertical.

Neste local elevado que nossas conexões permitem que habitemos, jorram ações, textos (que saturam as diversas redes) movimentos, debates e iniciativas que se somam e sobrepõe em todo o território nacional.

Estas fontes vão se tornando fluxos de idéias como riachos e córregos que vão se encontrando, uns desaguando nos outros e se tornando cada vez mais caudalosos.

Igualdade e sofisma jurídico: ética não se fraciona

Finalmente o CREMERS veio a público expressar as razões da proposição da ação que pede o "direito" dos cidadãos poderem pagar por serviços médicos exclusivos e acomodações diferenciadas no âmbito do atendimento do SUS. Depois de várias semanas decorridas da sentença, ainda provisória nos demais municípios onde ela tramita, e de várias manifestações públicas de gestores e das instâncias do controle social pareceu-lhes oportuno apresentar suas justificativas.

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