Blog de Marco Pires

Notas sobre Biopoder - Parte I

 Resenha do artigo "O CONCEITO DE BIOPODER HOJE" escrito por Paul Rabinow e Nikolas Rose, em POLÍTICA & TRABALHO, Revista de Ciências Sociais, N.º 24 Abril de 2006 – p 27 – 57.

Ao longo da resenha é realizado o experimento de aplicar os conceitos de biopoder e biopolítica aos desafios cotidianos que vivemos na implantação e consolidação do Sistema Único de Saúde – SUS. É uma tentativa problematizar de forma analítica as hipóteses que venho formulando em outras postagens neste blog. O texto foi sugerido pelo colega Pablo Fortes e é parte do debate iniciado pelo post Estratégias do Biopoder no coração da infância. de Maria Luiza Carrilho  Sardenberg: 

Duas cenas

Cena um:
Uma paciente está comigo na porta de um consultório clínico no Posto de Atendimento Médico da Vila IAPI. Várias pessoas idosas aguardam juntas na ante-sala.

Uma delas começa uma conversa sobre a nova presidente da república. Tem a voz firme que lhe subtrai, na aparência, alguns anos. Mas visivelmente tem mais de 70. Será nossa Setentona. Afirma que espera que, Dilma por ser mulher, com uma inteligência maior (terá querido dizer sensibilidade?), poderá ter sucesso.

O SUS, os Estados Modernos, as Luzes e as Sombras.

 

"Falso Amanhecer" (1998), "Cachorros de Palha" (2007) e "Al-Qaeda e o que significa ser moderno"(2004), de John Gray, compõe um quadro inusitado, ao lado de "Nunca Fomos Modernos" (1994) de Bruno Latour e do livro "Elite da Tropa 2" (2010) de Luiz Eduardo Soares, Claudio Ferraz, André Batista e Rodrigo Pimentel. Inusitado, contra-intuitivo, complexo, mas realista.

Os três primeiros livros advogam uma postura mais humilde dos humanos frente ao mundo, especialmente com relação a natureza e com as relações sociais e econômicas que eles engendram.

AS ELEIÇÕES 2010 E O FUTURO DO SUS

 

 

Votei em Dilma no primeiro turno. Votei no projeto desde o candidato a deputado estadual até a presidenta. Vou votar na Dilma de novo. Penso que toda a análise política poderia começar com este tipo de tomada de posição. Acredito que este é o caminho melhor para a defesa do SUS e da Humanização. Mas é uma parte muito curta do caminho da defesa do SUS para a próxima década. É relativamente simples entender o tipo de retrocesso que teremos com uma eventual vitória dos tucanos no próximo dia 31.

Tempestade

 

Já se vão 20 anos de trabalho em saúde. Primeiro como Atendente, depois como Auxiliar e agora como Técnico em Enfermagem. A última década inteira com saúde mental em um Serviço Residencial Terapêutico. Uma faculdade de Ciências Sociais, uma especialização em Humanização, um tempo como militante e dirigente sindical e agora como assessor político-institucional.

Escrever, fazer poesia, crônicas do cotidiano, reflexões teórico-filosóficas é raro no ramo, especialmente nessa categoria. Mas somos muitos e carregamos o fardo da realidade sufocado em nossas reminiscências, guardado nas profundezas onde as ondas sonoras, e as impressões visuais se tornam memórias.

Nuvens de ideias e física teórica

 

Tenho acompanhado o twitter mais atentamente neste período eleitoral. Como bom curioso sou "seguidor" de um grupo bem eclético. É impressionante a velocidade com que as idéias se disseminam. O impacto disso tudo sobre o fenômeno mais amplo da comunicação está para ser cartografado, pelo menos nos aspectos em que for possível pensar a realidade com nossos parcos recursos.

A Responsabilidade Social dos Gestores da Saúde de Porto Alegre.

 

A recente articulação entre CREMERS, OAB e MP, para resolver o problema da superlotação das emergências do SUS em Porto Alegre, amplamente divulgada na mídia, serve como indicativo de que a sociedade está cada vez mais ciente da iniqüidade representada pelo uso da demanda reprimida de procedimentos em saúde para favorecer a gestão dos serviços conveniados aos SUS.

Falta de médicos: Interesse econômico e interesse corporativo

Este texto nasce a partir da leitura do post

www.redehumanizasus.net/content/falta-de-m%C3%A9dicos-no-mercado

Tempo de lembrar

 

Quem faz plantão, faz poesia.

Todos os segundos de nossa vida ficam inscritos em nossa história como letras gravadas no mármore frio. Duram mais do que nós mesmos e, ainda assim, se perdem na vastidão do tempo. São esquecidos, passam, deixam de existir como a rocha que se desgasta em ínfimas partículas de pó.

Alguns são como o vento suave que sopra sem ser notado. Outros, de tão intensos, depois que acontecem parece que sempre estiveram lá: - Em nosso futuro. Placidamente esperando o momento de consumar-se em nosso destino.

Os Eleitores e as Eleições 2010 no RS.

O texto a seguir foi construído a partir da análise do artigo do jornalista e especialista em disputas eleitorais Paulo Cezar da Rosa. A íntegra do texto está em: www.cartacapital.com.br/politica/cenario-eleitoral-em-definicao-no-rs. Este post é meu comentário ao texto do Paulo Cezar e direcionado aos dirigentes sindicais da saúde.

Não é fácil conseguir aliar precisão e serenidade na análise de um cenário político que se movimenta como uma tempestade. As vezes parece um tornado, mesmo. Mas aquela idéia dos três terços de eleitorado (um de esquerda, outro de direita e um terceiro flutuante) parece estar definitivamente sepultada em minha opinião.

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