As vítimas que agonizam de forma barulhenta, são odiadas profundamente. Elas atrapalham o impulso moral que separa o mundo entre cidadão de bem e bandidagem. É uma forma simples de rotular e produzir a sensação de justiça racionalizada como retribuição. Mas o problema é que a metamorfose das vítimas até a condição de criminosos e vice e versa, atrapalha o (con)senso comum.
Os pressupostos filosóficos e ontológicos sobre a natureza do bem e do mal são vários. O que não muda é o desejo de culpar, punir e, finalmente, sacrificar alguém. Comodamente os mais fracos, vulneráveis, vítimas de negligências e de abusos se encaixam melhor no figurino do mal.