Blog de Marco Pires
Analisando a Rede
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Ainda aguardo pelo relatório mais atualizado de acessos a RHS. Lembro isso e aproveito para confirmar se o contador de acessos aos posts registra (além dos Page views, ou visualizações do post) o tempo que cada acesso dura. É isso mesmo?
Além disso, tenho para mim que muitos acessos a RHS nos chegam de buscas feitas no Google, ou outro site de pesquisa por estudantes ou internautas, tendo como origem as palavras digitadas no campo de pesquisa. Elas podem levar ao post pelas TAGS, pelo título ou por qualquer termo ou expressão presente ao longo do texto.
Ambiência e humanização: Mercadoria ou bem comum?

Estou há cerca de 60 minutos aguardando para levar uma paciente ao Hospital Psiquiátrico para internação. Em um Pronto Atendimento do SUS que funciona em um prédio antigo e bastante avariado externamente e razoavelmente conservado em sua parte interna. Curiosamente sinto que a ambiência é bastante sintônica com o sentimento das pessoas que buscam o atendimento.
Há um aspecto da ambiência que mesmo sendo constantemente trabalhada não se desgarra do estado de espirito dos usuários e trabalhadores. O sentimento de revolta, de humilhação e autocomiseração é simultâneo nestes parceiros de espera. Pelo que observo o grupo já espera em torno de 10 a 30 minutos para ser atendido. São vários passos para cada atendimento. De modo que da entrada e a saída do doente e seus familiares podem se passar várias horas.
Humano, insuficientemente humano. Reflexão sobre o comum, o médio, o extraordinário e o universal nas relações sociais.
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Minha vida de técnico em enfermagem, professor do ensino fundamental na rede municipal e militante do SUS é, como todos podem imaginar muito agitada e dinâmica. O lugar simbólico destas duas profissões remete ao sacerdócio e a expiação de pecados. Temos um efeito das rápidas transformações na ordem e modelo dos núcleos familiares na desvalorização constante daqueles que exercem o cuidado. Como os valores estão particularmente em suspensão ou em processo de modificação incessante há várias décadas, vemos que um subtexto atravessa os discursos e as práticas.
Quem são os iguais perante a lei?

Somos filhos e filhas das mesmas utopias e dos mesmos sentimentos de fraternidade de solidariedade, humanidade e liberdade. Cada um de nos com a suas histórias de vida e trajetórias nos tornamos protagonistas das modificações que nos levaram de um regime e exceção a um Estado Democrático de Direito.
Durante todo este período o mundo sofreu modificações enormes. Colhemos os frutos de muitas lutas. Sofremos muitas derrotas e tivemos poucas, mas históricas vitórias.
Falando sobre Kevin

Certas leituras exigem que façamos uma catarse. Mais precisamente uma espécie de lavagem da alma. Uma forma de partilhar a inquietação, não para dissipá-la, mas para produzir algo positivo a partir da dor e do espanto diante do que parece impensável.
Assim, lhes trago uma resenha ligeira, que me livre do ar sufocante que uma leitura dessas exige que habitemos temporariamente. Do esforço de chegar a última página para levar o murro final do texto. E então ter que elaborar a leitura numa forma compartilhada de buscar compreender...
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Fabricação de doenças

Querida Iza, nossos diálogos me estimulam e animam a continuar praticando o pensamento e pensando a prática.
Ao buscarmos soluções para sofrimentos fabricados, ou rótulos novos para sofrimentos imemoriais, podemos estar simplesmente capitulando. Assim, seria como se a vida não pudesse ser equacionada, pois uma constante universal, semelhante a da gravidade, estaria sempre, não importa em qual sociedade, provendo uma equidade ou equilíbrio de desespero e angústia da qual não podemos nos eximir.
Diálogos: Singularidade e Singularidade Tecnológica.


Um registro das interações que brotam de pensar livremente.
Querido Marco,
Enviado por Maria Luiza Car... em qua, 25/01/2012 - 14:15.
Mais um post intrigante e que vai fundo em muitas questões. Inquietante, mas também marcando a possibilidade de novas aberturas para o inusitado.
Quando você fala de um momento em que não são mais possíveis as predições, me pergunto se não foi sempre assim. Predições como um desejo humano de controlar a vida e o futuro, na linha da "organização" e da teleologia. Marx pensou que um futuro da tecnologia pouparia o homem de tarefas "menores", para que ele pudesse transcender pela fruição das artes e outras produções humanas. Não sei se faço uma afirmação incorreta, mas parece-me que era isso que dizia... E o que vemos? Por um lado, uma grande liberação das forças humanas, mas por outro...
Gostaria que você indicasse leituras sobre essa questão das "singularidades tecnológicas". Já ouvi falar, mas nunca li nada.
GTH em recesso


Bom dia!
Nosso recesso das reuniões tem sido bem movimentado. Há como que uma eletricidade no ar. Em meio a muitas transformações tecnológicas na saúde e na educação, novas demandas estão se assomando as antigas. Parece que não demos conta das primeiras; e os novos desafios vêm convocar-nos a uma urgência já incontornável.
Entre a singularidade tecnológica e o fim dos tempos: - A possibilidade do instante.

Este ano de 2012 começa trazendo uma oportunidade para a síntese: Primeiro, entre o retrocesso, a degeneração e a decadência. Segundo, a abertura para uma imensidão que desacelere o tempo e alargue os horizontes para muito além do que podemos ver.
A sensação de uma eminência do fim dos tempos tem a ver com as inúmeras revoluções tecnológicas que alçaram a condição humana até patamares inusitados ao longo do século XX. Uma vertiginosa mudança nas taxas de mortalidade e de expectativa de vida que não foi acompanhada por uma contrapartida evolucionária em nossa condição moral e ética. Se for verdade que ocorreram progressos inegáveis no conhecimento e na técnica, mas não na ética, parece plausível esperar que nosso lado sombrio imponha retrocessos ao desenvolvimento tecnológico.
Utopia, Escatologia e Teoria da Conspiração.

O pensamento de John Gray, a literatura de Umberto Eco e um lugar para a esperança.
Muitas das maiores correntes filosóficas surgidas sob a marca do Iluminismo e que levaram à Revolução Francesa tem em comum variadas formulações do humanismo, como o liberalismo e o comunismo. Em comum, estas correntes de pensamento (econômico, filosófico e político) assumem alguns pressupostos muito otimistas sobre a natureza humana.
Contando com a inventividade técnica dos humanos os humanistas apostam na possibilidade de reformar moral e eticamente a humanidade. Uma transposição clara da teoria darwiniana da evolução (formulada em termos de disputa pela emergência de recursos para a sobrevivência dos espécimes) para a esfera do aperfeiçoamento e melhoramento incessante da alma humana.


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