O desafio para retratar a Luxúria comove os sentidos e provoca sede na alma do escritor. Escrever se transforma em arte de movimentos sinuosos e dotados de tanta sensibilidade que impulsionam os hormônios em direção da corrente sanguínea em busca do proibido prazer alcançável, ilimitável, mas, nem sempre, perdoável.
Nesse sentido, arquejam as doses extras de desejo para descrever esse pecado capital, tão intempestivo e avassalador, que não se limita a citações absortas nos moldes convencionais da descrição e da razão. Propõe-se, assim, que sejam esquecidas as regras e as restrições cotidianas.