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Comunidade indígena na Floresta Amazônica recebe mutirão de cirurgias e consultas médicas
Foto: Karina Zambrana / Sesai
Um hospital de campanha com centro cirúrgico e equipamentos modernos instalado em plena Floresta Amazônica vai realizar 250 cirurgias e mais de 2 mil atendimentos a uma comunidade que reúne 52 mil indígenas entre 26 de abril e 4 de maio. A ação é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a organização sem fins lucrativos Expedicionários da Saúde, que disponibilizaram a infraestrutura e os profissionais voluntários para realizar o mutirão de cirurgias e consultas médicas numa área de difícil acesso, o Vale do Javari e o Alto Rio Solimões. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanha de perto a ação neste sábado (27), às 12h, na Aldeia Santa Inês, no município de São Paulo de Olivença (AM), no Vale do Javari.
“Esta ação é mais um esforço do ministério de aproximar os serviços de saúde das comunidades indígenas de difícil acesso. Fizemos um levantamento das necessidades de 52 mil indígenas da região para avaliar suas necessidades e oferecer atendimento sem que precisassem se deslocar a um hospital”, disse o ministro. Esta parceria proporcionou a superação dos desafios geográficos em relação aos desafios geográficos da região desafios da logística da Amazônia.”
Em nove dias, 22 médicos de diversas especialidades vão realizar cirurgias de cataratas, pterígios, hérnias, além de intervenções ortopédicas, ginecológicas e plásticas restauradoras para reparar lesões deformantes, defeitos congênitos ou adquiridos. Todos os 47.185 habitantes das 274 aldeias do Alto Rio Solimões e os 4.955 habitantes das 105 aldeias do Vale do Javari passaram por triagem. O mutirão complementa os atendimentos realizados em pelo Ministério da Saúde às populações indígenas assistidas pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) da região.
Os atendimentos serão feitos por cinco cirurgiões gerais, cinco oftalmologistas, cinco anestesiologistas, dois clínicos gerais, dois pediatras, dois ginecologistas, um ortopedista. Além dos médicos, quatro odontólogos, uma farmacêutica e dez enfermeiras. Haverá também uma equipe de logística e apoio, composta por 12 voluntários.
Infraestrutura – A infraestrutura para o mutirão é composta por tendas com isolamento térmico, ar condicionado, monitores cardíacos, tubos de oxigênio para emergências, bisturis elétricos, aventais e campos cirúrgicos descartáveis, bem como instrumentos esterilizados. Além disso, os sete municípios da região disponibilizaram 16 embarcações para transporte dos pacientes até o hospital de campanha e uma equipe de 110 profissionais multidisciplinares de saúde indígena para dar o suporte ao mutirão.
Expedicionários da Saúde - Qualificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), a Expedicionários da Saúde foi criada em 2002, quando um grupo de amigos, formado por médicos e executivos, em viagem ao Pico da Neblina (AM) tiveram a oportunidade de conhecer uma aldeia Yanomami. A partir de então, surgiu a ideia de usar a experiência profissional deles para melhorar a qualidade de vida da população indígena daquela região.
O grupo realiza um serviço complementar aos programas existentes de atendimento à saúde indígena e regiões isoladas, levando medicina especializada.
Esta é a 25ª expedição do gênero que o grupo realiza desde a sua fundação, no ano de 2002. Desde então, a instituição já realizou mais de 3.087 cirurgias e 18.055 consultas, passando por vários municípios e comunidades. Em 2012, a ação dos expedicionários aconteceu na terra indígena Raposa Serra do Sol em Roraima. A prioridade é sempre para áreas indígenas de difícil acesso.
Fonte: Agência Saúde
Saúde peruana utilizará experiências brasileiras
Ministro Padilha se reúne com a ministra da Saúde do Peru, Midori de Habich, no Ministério da Saúde. | Foto: Erasmo Salomão – ASCOM/MS
O governo do Peru vai utilizar experiências brasileiras para aprimorar seu Sistema da Saúde. A ministra da Saúde Pública e Assistência Social daquele país, Midori De Habish, que é a atual presidente do Conselho Sul-Americano de Saúde da União de Nações Sul-americanas (Unasul), realizou visita oficial ao Brasil na quarta e quinta-feira (24 e 25) e conheceu estratégias de acesso a medicamentos, de qualificação profissional e o programa nacional de transplantes. A ministra também se reuniu com o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha. Ambos assinaram um memorando de entendimento para a construção de projetos em saúde entre os dois países.
“Brasil e Peru têm desafios comuns na área da saúde. A cooperação entre os dois países poderá contribuir para o aprimoramento dos Sistemas de Saúde e para consolidar a saúde pública como um direito universal”, ressaltou Padilha. Midori de Habish demonstrou interesse especial no programa Aqui tem Farmácia Popular. A intenção do governo peruano é aproveitar a experiência brasileira para realizar um programa abrangente que possa facilitar o acesso de sua população a medicamentos.
A Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o programa Telessaúde Brasil Redes foram outras iniciativas que devem ser utilizadas como referências para ações no Peru. A ministra peruana também visitou o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e conversou com técnicos do órgão e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), para obter mais informações sobre as políticas do Brasil nas áreas de transplantes e de combate ao câncer. “A nossa visita ao Brasil é uma excelente oportunidade para trocar experiências e nos inspirar para buscar melhorias no sistema de saúde pública no Peru”, afirmou a ministra.
Memorando – Durante a visita, os ministros da Saúde dos dois países firmaram um memorando de entendimento para estreitar as relações entre os dois países no setor. O documento vai permitir a construção de um novo programa de cooperação para a implementação de projetos em conjunto.
O memorando lista os projetos prioritários que devem ser desenvolvidos: transferência de tecnologia do Brasil para o Peru para a produção de medicamentos e reagentes; política e gestão das estratégias de Farmácia Popular; formação de recursos humanos em saúde; reforma sanitária; organização e implementação de projetos de Telessaúde; programas de prevenção e controle de câncer; transplantes de tecidos e órgãos; e políticas e normas técnicas de implementação de hospitais digitais.
Cooperação – No ano passado, foi concluída a implementação de um banco de leite humano no Peru como referência nacional. O desenvolvimento desse banco teve o apoio técnico brasileiro, que, com tecnologia própria, transferiu ao Peru uma das ferramentas do Sistema Único de Saúde (SUS) de redução das internações e da mortalidade infantil com foco na atenção neonatal.
O Brasil deve iniciar tratativas para transferência de tecnologias ao Peru para a produção de medicamentos para tuberculose e malária, por exemplo. Outras áreas nas quais o Brasil possui cooperação com o Peru são regulação em portos, aeroportos e fronteiras e combate a influenza.
Programas do Ministério da Saúde
Farmácia Popular – Está presente em 3,79 mil municípios brasileiros, inclusive em 1.292 que têm um percentual elevado de população extremamente pobre. Em 2011, com a implantação da ação Saúde Não Tem Preço, o programa passou a distribuir remédios de graça para hipertensão e diabetes. Em 2012, passou a oferecer também para asma.
São 14 medicamentos oferecidos gratuitamente à população e outros 11 comercializados com até 90% de desconto em 25,9 mil farmácias em todo o país. Desde 2011, já foram beneficiadas pelo Farmácia Popular 18,5 milhões de pessoas, das quais 15 milhões receberam medicamentos gratuitamente.
Telessaúde Brasil – Interliga núcleos de especialistas e unidades de saúde da Atenção Básica, que trocam informações com o objetivo de melhorar o atendimento no SUS e qualificar o diagnóstico e o tratamento. O programa está em funcionamento em 14 estados e já realizou, desde 2005, cerca de 50 mil teleconsultorias, 666 mil telediagnósticos (análise de exames de apoio a distância) e 640 “segundas opiniões formativas”.
A rede é composta por 13 núcleos localizados em instituições formadoras de referência e órgãos de gestão. Conta com aproximadamente 2 mil pontos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de 1.152 municípios, com 21.260 profissionais das equipes de Saúde da Família com acesso à rede.
Em 2012, o Telessaúde Brasil Redes recebeu reforço de R$ 70 milhões para implantação de novos pontos e 64 núcleos e estará presente, até o final de 2013, em 3.266 municípios de todas as unidades federativas.
UNA-SUS – Por meio da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), o Ministério da Saúde promove cursos e ações educacionais para atender às necessidades de capacitação e educação permanente dos trabalhadores do SUS, por meio da educação a distância. Atualmente 12 universidades oferecem o curso de especialização “Saúde da Família”, que tem a duração de, em média, 18 meses. A maior parte deles reside no interior do país e todos estão em exercício nas próprias equipes do Saúde da família.
O diferencial e principal incentivo é que o profissional possa realizar o curso no próprio local de trabalho. Outros cursos ministrados pela universidade são voltados ao controle da dengue, tuberculose, uso racional de medicamentos e atuação em Atenção Domiciliar
Sistema Nacional de Transplantes – O Brasil é referência mundial no campo dos transplantes. Atualmente, 95% dos transplantes no país são realizados no SUS. O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) é gerenciado pelo Ministério da Saúde, pelos estados e municípios. Em 2012, foram realizados 24 mil transplantes no país.
Oncologia – Para melhorar o atendimento e ampliar o acesso aos serviços oncológicos disponibilizados no SUS, o Ministério da Saúde tem investindo cada vez mais no setor. Nos últimos três anos, os gastos federais com assistência oncológica no país aumentaram 26%, passando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhões (em 2012). Os valores aplicados na atenção oncológica englobam cirurgias, radioterapia e quimioterapia.
Em 2011, o governo lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica em todo o país. Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 4,5 bilhões no plano.
Fonte: Wesley Kuhn /Agência Saúde
Equipes bem avaliadas no PMAQ terão mais R$ 90 mi
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta sexta-feira (26) do Encontro com os Novos Prefeitos e Prefeitas, no Palácio Guanabara, na capital do Rio de Janeiro, estado que terá a disponibilização de recursos adicionais para a atenção básica. O recurso previsto é de R$ 90 milhões no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Todos os 92 municípios do estado aderiram ao segundo ciclo do programa e estão aptos a receber os valores adicionais para ampliar e qualificar a atenção à saúde.
“O PMAQ é um programa que contribui com a melhoria da qualidade e da assistência nos municípios, além de ser uma forma de avaliar os serviços existentes”, destacou o ministro. “O Ministério da Saúde tem investido cada vez mais na Atenção Básica para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde”, completou Padilha.
No país inteiro, 5.213 municípios (o equivalente a 93,6%) aderiram ao PMAQ para o período 2013/2014. Ao todo, está previsto o investimento de R$ 1,7 bilhão pelo programa. Os recursos podem beneficiar até 38.390 Equipes de Atenção Básica (EAB), 27.159 Equipes de Saúde Bucal (ESB), 3.802 Núcleos de Atenção à Saúde da Família (NASF) e 1.276 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO).
Já no estado do Rio de Janeiro, os recursos adicionais podem chegar até 2.027 Equipes de Atenção Básica, 909 Equipes de Saúde Bucal, 100 NASFs e 63 CEOs. A partir da adesão ao PMAQ, as equipes passam a receber 20% do recurso total designado a cada equipe participante. Após a avaliação externa, as equipes poderão perder o incentivo, mantê-lo ou ampliar para 60% ou 100%, de acordo com o desempenho.
Este ano, o PMAQ foi ampliado para todas as equipes de Atenção Básica (incluindo as equipes de Saúde da Família, equipes de atenção básica organizadas em outras modalidades e equipes de Saúde Bucal) dos municípios. Além disso, o programa incluiu os Núcleos de Atenção à Saúde da Família (NASF) e os Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), que antes não faziam parte do programa.
O que é o Programa - O PMAQ é um programa de âmbito nacional que tem como objetivo promover a melhoria do acesso e da qualidade da atenção à saúde. Lançado em 2011, contemplou 4 mil municípios em seu primeiro ciclo (2011/2012). Um total de 17,5 mil equipes de Atenção Básica foram avaliadas e 16.938 equipes foram certificadas em mais de 70% dos municípios brasileiros habilitados a receber incentivos PMAQ, naquele período.
O programa está organizado em quatro fases complementares, que funcionam como um ciclo contínuo de melhoria do acesso e da qualidade da Atenção Básica: Adesão e Contratualização, Desenvolvimento, Avaliação Externa e Pactuação.
As equipes de Atenção Básica que recebem conceito muito acima da média na avaliação externa recebem adicional de R$ 8,5 mil por mês; conceito acima da média recebe um adicional de R$ 5,1 mil; e conceito mediano ou abaixo da média, recebe um adicional de R$ 1,7 mil. As equipes que não cumprem os requisitos mínimos – conceito insatisfatório – perderão recurso se não se adequarem aos requisitos mínimos de qualidade.
Ao todo, em 2012, o Ministério da Saúde investiu R$ 12,5 bilhões para custear o trabalho das equipes de Atenção Básica. Em 2013, estão previstos R$ 16,1 bilhões; destes, R$ 800 milhões devem ser destinados ao Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Neyfla Garcia / Agência Saúde
Lei que obriga cirurgia reparadora é sancionada
Campanha nacional contra hipertensão terá foco na criança e no adolescente
Municípios do Rio vão receber R$ 90 milhões para atenção básica à saúde
Dia Nacional de Combate a Hipertensão Arterial: saiba como prevenir e controlar a doença
Foto: Henglein and Steets / Corbis
Hoje é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial. Para lembrar a data e alertar a população dos perigos da pressão alta, o Blog da Saúde explica como prevenir e controlar a doença crônica não transmissível que atinge, em média, 25% da população brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade e a 5% de crianças e adolescentes no Brasil.
Pressão alta é um mal silencioso. A ausência de sintomas atrapalha o diagnóstico e ele, muitas vezes, só é feito quando há complicações. A melhor maneira de descobrir se é hipertenso é aferindo a pressão com regularidade de, no mínimo, uma vez por ano. A hipertensão ocorre quando a pressão arterial está acima do limite considerado normal. Ou seja, quando a máxima está em 120 e a mínima em 80 milímetros de mercúrio, conhecido popularmente como 12 por 8.
A coordenadora-geral de Áreas Técnicas do Ministério da Saúde, Patrícia Sampaio, explica que a doença não tem uma causa única: “Ela tem fatores específicos que podem levar à hipertensão. O sobrepeso e a obesidade, por exemplo, são fatores de risco para a pessoa desenvolver a hipertensão arterial. A ingestão excessiva de sal e o sedentarismo também. E apesar de não ser uma doença genética, se é mais comum na família a pessoa sofre um risco aumentado de ter pressão alta”.
Antônio Arles, 32 anos, descobriu que era hipertenso aos 18 anos quando foi servir ao exército. Durante a realização dos exames necessários para o alistamento, foi diagnosticada a doença crônica. A hipertensão de Antônio é hereditária porque os pais dele também são hipertensos. Ele conta como faz para controlar a doença: “Aqui em casa nós sempre usamos pouco sal, mas diminuímos mais ainda quando eu descobri que era hipertenso também. Faço dieta restritiva de sódio, e não é só diminuindo o sal de cozinha. Diminuo nos produtos industrializados também. Existem refrigerantes, sucos industrializados e coisas que você nem imagina que tenha sódio”.
Antônio não teve a oportunidade de evitar a doença, pois ela se manifestou de maneira hereditária. Entretanto, a hipertensão surge, geralmente, a partir de um estilo de vida não saudável. Para prevenir e controlar a pressão alta é importante que a pessoa pratique atividades físicas regularmente; mantenha o peso ideal, evitando a obesidade; adote uma alimentação saudável diminuindo o sal e as frituras, e aumentando as frutas, legumes e verduras; reduza o consumo de álcool; não fume; evite o estresse. Lembrando que quem tem hipertensão não pode interromper o tratamento e quem não é hipertenso deve aferir a pressão pelo menos uma vez por ano.
O Ministério da Saúde desenvolve o Programa Academia da Saúde, em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde, para estimular a prática de atividades físicas pela população. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer. Atualmente, há mais de 2,8 mil polos habilitados para a construção das academias.
Sódio – O sódio regula a quantidade de líquidos que ficam dentro e fora das células. Quando há excesso do nutriente no sangue, ocorre uma alteração no equilíbrio entre esses líquidos sobrecarregando o coração e os rins, situação que pode levar à hipertensão. Ciente disso, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a indústria alimentícia que prevê a redução gradual do teor de sódio em 16 categorias de alimentos. A previsão é de que, até 2020, estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio.
Se o consumo for reduzido para a recomendação diária da Organização Mundial de Saúde (OMS), a ingestão deve ser reduzida para menos de 5g por pessoa diariamente. Estima-se que 1,5 milhão de brasileiros não precisariam de medicação para hipertensão e a expectativa de vida seria aumentada em até quatro anos.
- Confira o Guia Alimentar publicado pelo Ministério da Saúde para auxiliar a população na manutenção de hábitos saudáveis.
Perigos da doença – “Tenho aparelho de aferir a pressão em casa e quando sinto dor de cabeça ou qualquer sensação estranha no corpo, a primeira coisa que eu faço é medir a pressão para ver se está tudo bem”. Pessoas com pressão arterial alta estão mais predispostas a ter comprometimento vascular cerebral e cardíaco. Na hipertensão acontece o estreitamento dos vasos e, por isso, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, ficando hipertrofiado e comprometendo a circulação sanguínea. Esse estreitamento também é responsável por diminuir o fluxo de sangue no cérebro.
“Hipertensão arterial não tem cura. É uma doença crônica e tem tratamento. A pessoa que tem pressão alta pode ter uma vida normal, mas é preciso mudar alguns hábitos de vida. A chance de um hipertenso que abusa do álcool ter um evento cardiovascular é maior do que de uma pessoa que não faz abuso do uso de álcool, por exemplo”, lembra Patrícia.
Medicamentos – “Além da dieta com pouco sódio, tomo medicamento regularmente. Pego essa medicação gratuitamente na farmácia popular e tomo duas vezes ao dia desde que descobri a doença e vai ser assim para o resto da vida”, garante Antônio.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente todas as classes de medicamentos necessários para o controle da hipertensão arterial. O programa Aqui Tem Farmácia Popular também ampliou a gratuidade de medicamentos para hipertensos. Hoje, são mais de 15 mil farmácias e drogarias conveniadas ao programa.
Camilla Terra / Blog da Saúde
Hemobrás recebe selo por valorizar equidade no ambiente de trabalho e justiça social
A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), vinculada ao Ministério da Saúde, recebeu nesta quinta-feira (25/4), o Selo de Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República a organizações públicas e privadas que estimulam a equidade no ambiente de trabalho e valorizam o compromisso com a justiça social. O presidente da estatal, Romulo Maciel Filho, participou da solenidade de entrega, realizada às 17h, no Memorial Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF).
Ao aderir ao Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, a Hemobrás comprometeu-se em contribuir para a eliminação de todas as formas de discriminação no acesso, remuneração, ascensão e permanência no emprego. Para isso, desenvolveu um plano de ação com o objetivo de fomentar na estatal uma cultura organizacional igualitária entre gêneros e raças. “O selo é um reconhecimento ao trabalho capitaneado pela Assessoria de Responsabilidade Socioambiental, e com a colaboração de todos os empregados, desde junho de 2011, quando aderimos à iniciativa. E ainda um reconhecimento ao nosso compromisso com esta causa, pois juntos pensamos e criamos o nosso próprio Programa de Pró-Equidade de Gênero e Raça”, disse Romulo Maciel Filho.
Fonte: Hemobrás
Projeto incentiva a disseminação de informações de qualidade sobre saúde na internet
Com a proposta de incentivar a disseminação de informações corretas e de qualidade sobre saúde na internet, o Blog ArtriteReumatoide e o Grupo EncontrAR promovem o I Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas em Redes Sociais da Saúde. O evento acontecerá no dia 8 de junho, em São Paulo.
A motivação partiu da cultura do brasileiro de procurar informações sobre seus sintomas ou doenças na internet. “Porém, muitas vezes encontram informações confusas e errôneas sobre tratamentos alternativos sem consensos médicos e autorização de órgãos regulatórios”, explica a organizadora do encontro, Priscila Torres.
O Encontro tem como público-alvo blogueiros do seguimento saúde, blogueiros médicos e da equipe multidisciplinar (psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais), ativistas em redes sociais, líderes de ONGs com atuação na web e profissionais da mídia. Será um dia de programação com palestras socioeducativas, com foco na informação de qualidade para promoção de melhores cuidados em saúde, incentivando a melhor qualidade de vida.
Acesse o blog do Encontro para mais informações sobre o projeto e a programação.
Jéssica Macêdo / Blog da Saúde
Alongamentos e exercícios ajudam a amenizar desconfortos causados pelo salto alto
Foto: Fotosearch Illustration/Corbis
O salto alto é o queridinho das mulheres. Na rotina de trabalho, eles mantêm a elegância e boa aparência, que muitas vezes é exigida na profissão. Porém, o uso constante e, por um longo período, acaba causando dores e desconfortos após o dia de expediente. O uso prolongado de salto alto pode trazer sérios problemas nas articulações e na postura. Já que muitas mulheres não conseguem desapegar deles, a solução para manter-se nas alturas com classe e saúde é compensar com massagens e exercícios.
Segundo o ortopedista do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, José Renato Queiroga, no dia a dia as mulheres devem optar por saltos menores. “O salto alto no sapato da mulher é apenas uma questão de moda. O ideal é que o calçado feminino para o uso diário no trabalho tivesse a altura máxima de dois ou três centímetros, que seria mais ou menos equivalente ao sapato masculino. O salto alto, além de fazer uma sobrecarga no joelho, força o pé levando, em longo prazo, à metatarsalgia, que é a dor na parte frontal dos pés”, alerta.
Além da dor, o uso de salto alto pode causar pequenos traumas nas pernas e nos pés. “O salto alto pode causar ainda uma artrose pós-traumática por conta de micro traumas nas articulações metatarsofalangeanas do pé, como os joanetes, e lesões por esforço”, explica José Renato.
As mulheres acostumadas ao salto podem alegar que sofrem desconforto se optar pelo uso de sapatilhas ou rasteiras. Mas, conforme explica a educadora física do Programa de Melhoria da Qualidade de Vida (CAS/CGESP/SAA/SE), Danyele Araújo, o que acontece é que o salto alto causa o encurtamento dos tendões das pernas.
“Com o calcanhar em uma posição não habitual, a mulher que usa esse tipo de calçado acaba sofrendo uma diminuição de sua flexibilidade na parte posterior das pernas. Esse encurtamento é tanto muscular quanto tendíneo. As consequências são dores constantes ao andar descalço ou usar sapatos sem salto”, afirma.
Um sinal evidente do exagero no uso do salto é a dificuldade em manter o pé inteiro no chão ao se agachar e o esforço para manter o equilíbrio. “Geralmente quem tem esse encurtamento do tendão tem a execução do exercício de agachamento prejudicada, pois tira o calcanhar do chão e fica apoiado na parte frontal dos pés. O peso do corpo fica concentrado na ponta do pé, mais especificamente no antepé. Isso gera também uma mudança no centro de gravidade, fazendo com que a mulher faça mais esforço para se manter equilibrada”, alerta Danyele.
Alongar para prevenir - Após o dia de trabalho, pequenos exercícios e massagens ajudam a mulher a aliviar as tensões nas pernas e pés, além de fortalecer a região para minimizar os impactos do salto alto. “Ela pode usar um pouco de gelo nos pés ou compressas geladas. O frio diminui a pressão nessas áreas. A mulher pode ainda usar cremes hidratantes em massagens e, se possível, fazer alongamento da musculatura posterior da coxa e da panturrilha”, recomenda José Renato.
Danyele recomenda também à mulher que não consegue sair do salto a compensar a sobrecarga com exercícios e alongamentos. “O ideal é priorizar o alongamento. Antes ou depois de usar o sapato alto, dar uma alongada, sentada na cama mesmo, e esticar bem as duas pernas. É preciso ter cuidado, pois com o tempo o salto tende a piorar a postura. Já que não dá para deixar de usar, é importante investir em exercícios e alongamentos”, finaliza.
Fonte: Fabiana Conte / Comunicação Interna do Ministério da Saúde
Municípios têm até 30 de abril para inscrever UBS nas seleções do PAC2
O prazo para seleções foi prorrogado de 5 para 30 de abril
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) recebe até o dia 30 de abril inscrições de Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país para seleção 2013. A meta é criar 1.253 novas unidades e ampliar 5.629 já existentes.
Os investimentos apoiarão a construção de novas UBS com padrão indicado pelo Ministério da Saúde, a ampliação de unidades existentes para alcançar o padrão mínimo ou para aumentar a oferta de serviços. Para participar, os municípios devem possuir unidades próprias, ou seja, os investimentos não poderão ser utilizados para ampliação de unidades alugadas. Os recursos também não poderão ser utilizados para aquisição de equipamentos e mobiliário.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa, agora na segunda etapa, garante mais qualidade no atendimento à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Aquela imagem de que uma Unidade Básica de Saúde do SUS tem que ser um postinho acanhado aonde se entrar um médico não cabe o enfermeiro, se entrar o enfermeiro não cabe o agente de comunidade de saúde. Nós temos que mudar de vez com o SUS, que tenha como grande obsessão a qualidade do atendimento. Por isso, o ministério criou uma linha especifica dentro do PAC2 para ampliação”, afirma o ministro.
Os municípios devem enviar as propostas através do Sistema de Monitoramento de Obras do Ministério da Saúde até o dia 5 de abril. Para cadastrar, é necessária a utilização da mesma senha do Fundo Nacional de Saúde.
O PAC – O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado em 2007 pelo então presidente Luís Inácio Lula da Silva, objetiva a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país, contribuindo para o seu desenvolvimento acelerado e sustentável.
Nos seus primeiros quatro anos, o PAC ajudou a dobrar os investimentos públicos brasileiros, de 1,62% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 para 3,27% em 2010, e ajudou o Brasil a gerar um volume recorde de empregos – 8,2 milhões de postos de trabalhos criados no período. Em 2011, o PAC entrou na segunda fase, prevista para ser finalizada em 2014.
Jéssica Macêdo/ Blog da Saúde com informações do Portal do PAC
Pais e profissionais de saúde devem ficar atentos à Síndrome do Bebê Sacudido
Foto: Jim Sugar/Corbis
Bebês e crianças menores de dois anos são muito frágeis e precisam de atenção redobrada quando sofrem algum tipo de acidente. Os pais também devem ficar atentos a algumas reações tomadas quando, por algum tipo de irritabilidade ou choro excessivo do bebê, acabam sacudindo a criança de forma mais brusca, possibilitando o desenvolvimento da Síndrome do Bebê Sacudido. O termo descreve uma série de sinais e sintomas que ocorrem quando a criança é sustentada pelas extremidades ou pelos ombros e é chacoalhada de forma mais severa. A consequência: danos cerebrais que, em alguns casos, podem ser irreversíveis.
A pediatra Kátia Soares, do Grupo Hospitalar Conceição, vinculado ao Ministério da Saúde, explica os perigos que a Síndrome do Bebê Sacudido pode ocasionar: “A cabecinha da criança é proporcionalmente maior e mais pesada que o restante do corpo e os ligamentos do pescoço são mais fracos, então o movimento de ir pra frente e pra trás pode romper os vasos e lesionar o cérebro do bebê”. Os danos vão desde irritabilidade, dificuldade para ficar acordado, vômito, a até convulsões, coma, cegueira – já que o chacoalho pode causar sangramento na retina, podendo ocasionar problemas visuais – e, inclusive, pode causar a morte.
A Síndrome é diagnosticada quando a criança chega à emergência do hospital, para atendimento em função de algum dos sintomas listados acima e quando o profissional de saúde vai investigar o motivo do problema pode-se chegar à esta conclusão. “Muitas vezes o problema está associado à questão de maus tratos, mas não obrigatoriamente”, esclarece Kátia Soares. A médica também alerta que, em geral, as famílias demoram a procurar o atendimento médico, por acharem que o mal estar da criança pode ser passageiro. “Quanto menor a idade da criança, maiores são as lesões e as consequências das lesões”, enfatiza.
Profissionais de Saúde – Quem trabalha nas emergências hospitalares deve estar alerta para esta situação. A pediatra reforça a importância da atenção dos profissionais para considerarem a possibilidade da Síndrome do Bebê Sacudido. “A criança sempre deve ser internada, para melhor elucidação da situação social da família e, se confirmada a possibilidade de maus tratos, o serviço social do hospital é acionado para investigação e acompanhamento dos pais”, alerta a médica.
Notificação Compulsória de Violência – Em casos de violências cometidas contra crianças e adolescentes, uma cópia da notificação ou uma comunicação do evento deve ser encaminhada imediatamente ao Conselho Tutelar, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
O Ministério da Saúde criou o manual “Notificação de Maus–Tratos contra Crianças e Adolescentes pelos Profissionais de Saúde” para estabelecer normas e esclarecer dúvidas sobre como agir em caso de suspeita de violência. O documento cria normas técnicas e rotinas de procedimento para orientar os profissionais sobre como realizar o registo e a notificação.
O Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibiliza treinamento para os profissionais em toda rede pública, ampliando os serviços sentinelas de notificação e assistência aos agredidos.
Ilana Paiva / Blog da Saúde
Sancionada lei que obriga cirurgia reparadora de câncer de mama
Nova lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer (Lei nº 12.802) foi sancionada pela Presidenta da República, Dilma Rousseff. De acordo com o texto, publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial da União (DOU), quando houver condição técnica, a reconstrução será efetuada no mesmo momento em que for realizada a cirurgia para retirada do câncer.
No caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas. A nova Lei altera a de nº 9.797, em vigor desde 6 de maio de 1999.
Para o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, a medida reforça o que já vem sendo praticado no SUS, com base em orientações do Ministério da Saúde. “O procedimento de recuperação mamária pós-mastectomia já é oferecido pela rede pública de saúde. Cabe à equipe médica avaliar se é possível realizar os dois procedimentos no mesmo ato cirúrgico. A decisão é tomada com base em diversos fatores, entre eles, a condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese”, explica o secretário.
Atendimento - O país conta hoje com 181 serviços de saúde credenciados e habilitados pelo Ministério da Saúde para realizar a cirurgia reparadora. Em dois anos, foram habilitados 11 novos serviços.
Em 2012, foram realizadas pelo SUS 1.394 cirurgias reparadoras de mama, 50 a mais que no ano anterior. O valor investido nesses procedimentos, no período, somou R$ 1.158.937,91.
Nos últimos três anos, os gastos federais com assistência oncológica no país aumentaram 26%, passando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhões (em 2012). Os valores aplicados na atenção oncológica englobam cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como o câncer de mama.
Ações -Em 2011, o governo lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica em todo o país. Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 4,5 bilhões no plano. Ainda no primeiro semestre de 2013 o Ministério da Saúde terá implantado em todo o país um sistema de informação em câncer, que dará um mapa detalhado da necessidade de ampliação dos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e câncer do colo do útero.
Também faz parte do Plano Nacional, a expansão dos serviços de radioterapia no país, iniciativa que beneficia a população de 58 municípios, em 20 estados, nas cinco regiões do país. A medida aumentará em 32% a assistência aos pacientes com câncer, passando de 149 mil para 197 mil atendimentos por ano. Haverá investimento de R$ 505 milhões. Os recursos também serão aplicados em infraestrutura e na compra de 80 aceleradores lineares, que são equipamentos de alta tecnologia usados em radioterapia, além de outros acessórios.
Fonte: Silvia Cavichioli /Agência Saúde
Treinamento presencial do Brasil Voluntário para a Copa do Mundo começa neste sábado (27)
O treinamento presencial do Programa Brasil Voluntário, coordenado pelo Ministério do Esporte, começa no próximo sábado, 27 de abril, e ocorrerá simultaneamente nas seis cidades-sede da Copa das Confederações da FIFA Brasil 2013: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Em Brasília, 2.196 inscritos estão aptos a participar das aulas nos próximos quatro fins de semana.
Os classificados foram definidos após o treinamento virtual, finalizado no último dia 19. Ao todo, Brasília recebeu 3.707 inscrições. Um dos principais diferenciais da cidade é a experiência, já que 965 cadastrados já atuaram como voluntários em algum evento esportivo e 2.242, em outras atividades voluntárias.
A capacitação será feita nos fins de semana de 27 e 28 de abril, 4 e 5 de maio, e 18 e 19 de maio. Os candidatos serão separados em três turmas de acordo com os horários: sábados à tarde (13h-18h), domingos pela manhã (8h-13h) ou domingos à tarde (14h-19h). As atividades serão certificadas pela Universidade de Brasília (UnB), responsável pelo conteúdo didático. Professores da instituição das áreas de Turismo, Psicologia, Educação Física e Artes ministrarão o curso presencial.
Após o treinamento, os voluntários terão o papel de auxiliar o público local e internacional em áreas de fluxo como aeroportos, pontos turísticos e arredores dos estádios nas seis sedes da Copa das Confederações, de 15 a 30 de junho.
Durante o curso, os candidatos terão oportunidade de realizar atividades de integração e participar de oficinas e aulas relacionadas aos seguintes temas:
- Hospitalidade e Acolhimento – Significado e a importância de disponibilidade, pró-atividade e comprometimento dos voluntários.
- História e Cultura das Cidades-sede – Integração e conhecimento dos atrativos turísticos e culturais da cidade sede e impacto sócio-econômico dos eventos esportivos no Brasil.
- Segurança e Primeiros Socorros – Aulas ministradas pelo Corpo de Bombeiros com procedimentos básicos de primeiros socorros, combate a incêndios e controle de pânico e oficinas práticas de manuseio de aparelhos extintores de incêndios.
No dia 11 de maio, todos terão a opção de fazer o Teste de Inglês para Comunicação Internacional – TOEIC® (Test of English for International Communication). Oferecido gratuitamente pelo Brasil Voluntário, o TOEIC® é um teste de proficiência em língua inglesa que mede a habilidade dos examinados em se comunicar no idioma.
Após a Copa das Confederações, o Brasil Voluntário reabrirá o cadastro para a Copa do Mundo da FIFA 2014. A expectativa para o Mundial é de selecionar e treinar cerca de 50 mil voluntários para as 12 cidades que serão sede do evento em 2014.
Local de treinamento
Universidade de Brasília, prédio da Faculdade de Tecnologia – FT
Campus da UnB – Asa Norte
Fonte: Jaderson de Alencar / Ministério do Esporte
Mais de 2,3 milhões morrem por ano devido a doenças e acidentes de trabalho
Comissão Internacional de Saúde Ocupacional pede a proibição global do amianto
Vacinação contra a gripe é prorrogada até 10 de maio
O Ministério da Saúde prorroga a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe até o dia 10 de maio. Devem se vacinar idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoas privadas de liberdade, profissionais de saúde, além das pessoas que têm doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim, diabetes, imunossupressão e transplantados.
Até as 18 horas desta quarta-feira (24) foram imunizadas 14,9 milhões de pessoas, ou seja, 47,6% da meta do Ministério da Saúde de imunizar 31,3 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, incluindo os doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade. A meta da campanha, que começou dia 15 de abril, é vacinar 80% do público-alvo.
O Ministério da Saúde recomenda aos municípios e estados que não atingiram a cobertura adequada que intensifiquem as ações para que as pessoas sejam imunizadas, inclusive com abertura dos postos de vacinação aos sábados. “Isso é importante para que a população possa ter acesso e chegar ao inverno protegida”, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, que alertou, ainda, para que as pessoas não deixem para a última hora.
A região Sul conseguiu a maior adesão da população. Excluindo as doses aplicadas em doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade, foram vacinados quase 3 milhões de pessoas, representando 60,46% de cobertura da região Sul. Em sequência, a região Centro-Oeste conseguiu vacinar 876.967 pessoas, ou 40,01% do público-alvo. A região Sudeste, por sua vez, vacinou 4,9 milhões de pessoas, o que representa 35,3% do total. Na região Norte foram imunizadas mais de 919 mil pessoas, correspondente a 38,53% do total. A região Nordeste já imunizou 37,79% do público-alvo, ou seja, mais de 3,2 milhões de pessoas.
PREVENÇÃO- O Ministério da Saúde ainda recomenda a adoção de medidas de higiene pessoal para evitar a contaminação por influenza. É importante higienizar as mãos com água e sabão, com frequência, principalmente depois de tossir ou espirrar; após usar o banheiro; antes de comer; antes de tocar os olhos, boca e nariz.
Também é recomendável que as pessoas evitem tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; usar lenço de papel descartável e proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. O secretário do Ministério da Saúde explica ainda que é aconselhável ao doente não sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), para diminuir a chance de disseminação e evitar aglomerações e ambientes fechados.
MS abre concurso público com 265 vagas para nível superior
Foto: Luís Oliveira – Ascom/MS
O Ministério da Saúde publicou na sexta-feira (19), no Diário Oficial da União, o Edital de Abertura nº 4/2013 do concurso público para o provimento de 265 vagas em cargos de nível superior. As inscrições ficam abertas no período de 26 de abril a 17 de maio, através do site do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), responsável pela execução do certame.
Do total de vagas oferecidas, 224 são para o cargo de Administrador, incluindo as vagas para portadores de necessidade especiais (PNE). As provas estão previstas para o dia 7 de julho, no turno da manhã, e o resultado final será divulgado no dia 31 de julho.
- Confira o edital com os cargos oferecidos.
Fonte: Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CGESP/SAA/SE)
Saúde bucal: nascimento de primeiros dentes pode até causar febre nos bebês
Foto: Joson/Corbis
Quando os pais tratam da saúde bucal das crianças, podem surgir diversas dúvidas. Muitas delas são respondidas por velhas afirmativas passadas pelas avós, pais e amigos. Mas será que tudo o que escutamos sobre os cuidados com a fase de dentição das crianças é verdade? O chefe do serviço de odontologia do Hospital Federal de Ipanema, Gerson Hayashi, esclarece mitos sobre o assunto e dá orientações sobre como tratar os dentes dos pequenos.
Chupar chupeta, mamadeira e o próprio dedo faz com que os dentes da criança nasçam tortos? Verdade. “Eles podem entortar tanto os dentes como a arcada, a parte óssea da mandíbula. No caso da mamadeira e da chupeta, se os produtos não forem de boa qualidade, com anatomia correta, ou se o dedo da criança ficar sempre numa posição errada, isso pode gerar no adulto uma deformidade óssea. Essa deformidade no adulto só é possível corrigir através de uma cirurgia ortognática”, alerta.
Não preciso limpar a boca do bebê antes dos dentes começarem a nascer? Mito. “Existem escovas de dente que são dedeiras, encaixadas diretamente no dedo da mãe, onde ela pode esfregar a gengiva da criança e limpar todo resto de alimentação. Se não tiver essa escova dedal, a mãe pode usar uma gaze ou cotonete para fazer a limpeza”, explica.
Devo escovar os dentinhos do bebê desde o início da dentição? Verdade. “O cuidado deve ser normal e não menosprezado porque o dente de leite vai cair futuramente. Eles devem ser escovados com escovas pequenas, de cerdas macias. Além de ser importante para a saúde bucal, isso cria um hábito na criança de que é normal ter aquele cuidado com os dentes”, lembra.
As crianças devem usar pasta de dente infantil porque a pasta de adulto pode fazer mal? Verdade. “Até certa idade, a criança costuma engolir muita pasta de dente. Hoje, praticamente todas as pastas de adulto contêm flúor, e as infantis não possuem ou têm em uma quantidade que não causará riscos à saúde da criança caso seja engolida”.
Os bebês sentem dor quando os primeiros dentes estão nascendo e podem ter febre e diarreia? Verdade. “Durante o nascimento dos dentes é muito importante que os pais fiquem atentos. Além da dor e desconforto, a erupção dos dentes pode causar lesões nas mucosas, úlceras, hematomas e as crianças podem ter febre e diarreia. Muitas vezes os pais percebem esses sintomas, levam ao pediatra, e lá o profissional constata que esse quadro sistêmico é causado pelo nascimento dos dentes”, explica.
Os mordedores ajudam os dentes a crescerem mais depressa? Mito. “O mordedor vai ajudar a acalmar a criança, pois a gengiva fica sensível e irritada. Ao morder, ela tem uma sensação de conforto. Esse ato ajuda a mucosa a ficar um pouco mais preparada para a erupção dos dentes. Estimulando a gengiva, ela fica mais consistente para quando romper com a dentição”.
Os dentes de leite devem cair naturalmente e não devem ser arrancados? Mito. “Durante a infância vão acontecer uma série de fatos que podem acelerar ou retardar a queda dos dentes. Na época correta, não há problema nenhum em a criança arrancar aquele dente amolecido. No entanto, quando a queda não ocorre na época correta, pode causar problemas na erupção do dente permanente. A mãe tem que levar a criança a cada seis meses no odontopediatra, verificar se o dente já deveria ter caído ou não. Essa demora pode deformar a arcada dentária. Se for necessário, o cirurgião deve realizar a extração dos dentes de leite.”
As crianças devem usar escovas de dente infantis para não se machucarem? Verdade. “Não só pela consistência da escova, mas pelo próprio tamanho. As escovas infantis não têm apenas o estímulo visual, desenhos e cores chamativas, mas seu tamanho e a textura das cerdas são importantes para que a criança use de forma correta, sem se machucar, e que também a estimule no cuidado com os dentes.”
Fonte: Fabiana Conte / Comunicação Interna do Ministério da Saúde
Crianças de 6 meses a 2 anos devem ser vacinadas para evitar agravos da gripe
A influenza é uma doença infecciosa transmitida de pessoa para pessoa através de secreções da fala, do espirro e da tosse. Qualquer indivíduo pode ser infectado pela gripe e o agravo da doença pode evoluir para uma pneumonia, principalmente nas crianças de até um ano. Por isso, as crianças que têm de seis meses a dois anos de idade fazem parte do público-alvo da campanha contra a gripe, do Ministério da Saúde, e devem ser vacinadas até dia 26/04.
Estudos mostram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global, como enfatiza o ministro da Saúde, Alexandre Padilha: “A vacina é segura e é a principal arma para a gente reduzir as complicações, casos graves e óbitos da gripe”. Geralmente, os sintomas da gripe aparecem repentinamente, um a sete dias após a pessoa ser infectada. Febre, dor no corpo, tosse seca, dor de cabeça e coriza são alguns dos sinais. Analgésicos e antitérmicos ajudam a amenizar a febre e a dor, mas não combatem o vírus.
Crianças – A vacinação nas crianças também é realizada através de injeção e não por meio de gotinha. Se ela for tomar a vacina pela primeira vez receberá duas doses da imunização, com intervalo de 30 dias entre elas. Se não for a primeira vez, irá tomar somente uma dose. Vale lembrar que pode haver reações da aplicação, como febre e dor local. Se a febre passar dos 38ºC recomenda-se o uso de antitérmico.
Para evitar o agravamento de alguma doença pela gripe, faça como as mães Amanda Moreiro e Cibele Negromonte, moradoras do Distrito Federal, que já levaram as filhas para serem imunizadas em um dos 65 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Veja no vídeo o que motivou as mães a tomarem essa atitude.
Grupo prioritário – Além das crianças de seis meses a dois anos, o público-alvo é formado por pessoas com 60 anos ou mais, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), pessoa privadas de liberdade, profissionais de saúde e doentes crônicos.
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da OMS, e é respaldada por estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
Camilla Terra / Blog da Saúde








