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Odorico Monteiro: SUS e classe média
Foto: Divulgação
O Brasil vive o maior fenômeno sociológico de sua história recente. Cerca de 40 milhões de brasileiros ascenderam financeiramente formando a nova classe média, o que dá um novo contorno à pirâmide social e tem reflexos econômicos, sociais e culturais.
Diferente do que aconteceu nas décadas de 50 e 60, com a emergência das classes urbanas, agora se tem um segmento ávido por um consumo qualificado, dono de metade dos cartões de crédito, com acesso às linhas de financiamento e que representa quase 50% da renda nacional.
É inegável o impacto das políticas sociais de distribuição de renda nesse cenário, mas seu desenho foi possível, principalmente, pelo aumento do emprego formal em 10,8%, nos últimos dez anos, associado ao reajuste periódico do salário mínimo. Ações ousadas do Governo Federal que vêm garantindo o aquecimento do mercado e blindando o país contra as crises internacionais.
Ao falar em ousadia e choque cultural, impossível não inspirar-se no Sistema Único de Saúde, cujos princípios formam pilares para o processo de inclusão social que hoje é fortalecido. A proposta do SUS, que em 2013 completa 25 anos, vai amadurecendo junto com a democracia e é referência para o mundo.
O SUS instiga gestores e cidadãos a olharem para o conceito de universalidade, mudando a maneira de pensar e executar as políticas públicas. Proporcionar atendimento a todos significa pensar estratégias macro para um país continental e diverso culturalmente. Por isso, o SUS une universalidade à equidade, encarando o combate à desigualdade.
E é para esse desafio que a classe média é convidada. Conhecer o SUS e tomá-lo como seu, defende-lo, exigir atendimento adequado e em tempo oportuno, mas também contribuir para atingir esse objetivo. Acompanhar, fiscalizar, sugerir, participar.
*Luiz Odorico Monteiro de Andrade é médico, professor da UFC, especialista da Fiocruz e secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde.
Artigo publicado no Jornal de Brasília, de Brasília.
Guia orienta sobre tratamento de ar na indústria farmacêutica
Foto: Ministério da Saúde
Já está disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde, o Guia da Qualidade para Sistemas de Tratamento de Ar e Monitoramento Ambiental na Indústria Farmacêutica. O documento é direcionado aos fabricantes de medicamentos no Brasil e apresenta orientações sobre eventuais necessidades de adequações à legislação vigente e também para que busquem melhorias contínuas.
As informações e diretrizes técnicas básicas apresentadas no Guia da Qualidade foram fundamentadas em artigos técnicos, farmacopeias, normas técnicas internacionais e estrangeiras e também na experiência adquirida pela Anvisa em inspeções conduzidas nos territórios nacional e estrangeiro. Também foi criado um e-mail (guiasdaqualidade.gimep@anvisa.gov.br) para o envio de críticas e sugestões sobre os conteúdos dos Guias da Qualidade publicados pela Anvisa .
Fonte: Anvisa
Notificação de eventos adversos criou a cultura da segurança do paciente no Into
A segurança do paciente acaba de se tornar um programa nacional do Ministério da Saúde, para o monitoramento e a prevenção de danos na assistência à saúde pública e privada. Essa preocupação tem favorecido uma mudança interna na rotina de unidades de referência do Sistema Único de Saúde (SUS), como o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), vinculado ao Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro (RJ).
O Into integra há cinco anos a Rede Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também vinculada ao MS, que hoje é composta por 192 hospitais que monitoram eventos adversos relacionados às tecnologias incorporadas no país. Para atender às determinações da Anvisa, a Gerência de Risco do Into se preocupava inicialmente com o risco sanitário. No entanto, desde 2008, numa parceria com a Assessoria de Qualidade do Instituto, foram implementadas ações que visavam prevenção e gerenciamento dos eventos adversos em saúde para aumentar a segurança do paciente.
Uma importante técnica de segurança adotada é o sistema de notificação de eventos, que está promovendo uma mudança de cultura na instituição. Os formulários para notificação de eventos eram apenas para as áreas de Farmacovigilância, Tecnovigilancia e Hemovigilância. Após a parceria, os formulários foram unificados em “eventos inesperados” e agora estão disponíveis on-line. Outras ocorrências relacionadas à assistência ao paciente passaram a ser notificadas, para atender a políticas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Com o incentivo às notificações “criou-se uma cultura do relato, que busca encorajar as pessoas a falarem sobre os erros cometidos. Deste modo, é possível identificar os erros e propor iniciativas para melhorar os processos, aumentando a qualidade do cuidado e da segurança do paciente”, explica Lúcia da Fátima, chefe da Gerência de Risco.
De acordo com Lúcia, a notificação é sigilosa, não expõe quem notifica, mas é importante identificar e reconhecer onde foi a falha e corrigir para evitar que o problema volte a acontecer. “Nunca se pode dizer que o risco é zero”. As notificações contribuíram para a melhoria nos processos administrativos e assistenciais junto a diversas áreas da instituição.
A busca pela segurança seguiu o caminho da acreditação hospitalar, com adoção de padrões e metas da Joint Commission International e da Organização Mundial de Saúde. O Into possui três certificações da JCI. Os protocolos funcionam como guias e práticas mais recomendadas para manter a segurança do paciente. Entre as metas já implementadas estão a identificação do paciente, higienização das mãos, prevenção das úlceras por pressão, aumento da segurança dos medicamentos de alta vigilância, monitoramento de quedas e checklist cirúrgico.
Aplicativo Segurança do Paciente - Os profissionais de saúde agora têm mais um aliado para cuidar da segurança do paciente. O Ministério da Saúde (MS) desenvolveu um aplicativo de celular para informar sobre a importância de minimizar os riscos na hora do atendimento. Além de oferecer informações sobre cada meta e sua importância para minimização dos riscos, o programa ajuda a lembrá-lo das metas no dia e horário de sua preferência.
O aplicativo “Segurança do Paciente” está disponível tanto para a plataforma Android, no Google Play, e para IOS, na Apple Store. Usar o aplicativo é muito simples e serve para avisar aos profissionais de saúde sobre as seis metas de segurança do paciente. Ele é dividido em seis seções.
Fonte: Into
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Saúde aumenta ações de vigilância no Hospital Conceição (RS)
Ministro Padilha anuncia bloqueio de 15 leitos de UTI e aumento dos procedimentos de higienização, após registro de infecção de pacientes por bactérias KPC e NDM. | Fotos: Erasmo Salomão – ASCOM/MS
O Hospital Conceição de Porto Alegre (RS) recebeu nesta quarta-feira (08) a visita dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage. Durante a visita, foram intensificadas as ações de vigilância e prevenção a infecções hospitalares, especialmente pelos agentes bacterianos Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) e a New Delhi metallo-B-lactamase-1 (NDM-1), identificados na instituição. O hospital registrou quatro pacientes colonizados pela NDM-1 e um caso de infecção, sendo que o paciente teve alta hospitalar. Também foram identificados 18 pacientes com a bactéria KPC.
Como medida de controle e prevenção, o ministro Padilha anunciou o bloqueio de 15 leitos da UTI do Hospital Conceição. Em parceria com as secretarias estadual e municipal da Saúde, serão abertos cinco leitos de UTI em hospitais de Porto alegre e 10 no município de Canoas. Também será ampliado o número de profissionais de limpeza na UTI e em áreas fechadas do Hospital Conceição, bem como o controle mais rigoroso no uso de antibióticos, além de intensificadas ações do Programa S.O.S Emergências. Padilha destacou ainda que outros hospitais devem intensificar ações de vigilância para prevenir novos casos semelhantes.
O ministro Padilha ressaltou que o Hospital Conceição realiza busca contínua de bactérias multirresistentes em pacientes internados em áreas fechadas. Ele explicou que estas bactérias se disseminam no ambiente hospitalar, principalmente em hospitais de alta complexidade, acometendo pacientes em situação crítica, em uso de vários antibióticos.
Comunicado de Risco - No início de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu o Comunicado de Risco às Comissões de Controle de Infecção Hospital (CCIH) e às Coordenações Estaduais de Controle de Infecção (CECIH). O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, determinou à direção do hospital a adoção de diversas medidas de prevenção e controle, entre elas a formação de uma equipe técnica para acompanhar e fazer um levantamento de toda situação.
Também foi determinada a busca ativa dos pacientes; a implementação de um plano de ação para higienização da UTI do Hospital; a distribuição de produtos saneantes para a limpeza de superfícies do Hospital e, ainda, a coleta de amostras ambientais a serem encaminhadas ao Lacen/RS para exames.
Sobre as Bactérias - As enterobactérias são microrganismos que, em geral, habitam os intestinos humanos e eventualmente podem causar infecção em pacientes suscetíveis, em situação de estresse metabólico, como pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), pacientes com doenças crônicas debilitantes ou com feridas operatórias; usuários de medicamentos imunossupressores (como os corticoides e os usados para evitar rejeição de órgão transplantado) ou usuários de dispositivos como cateteres e sondas.
A resistência aos antibióticos das enterobactérias é um problema de saúde pública observado em hospitais do mundo todo. A disseminação do mecanismo de resistência e o risco de propagação entre as espécies são elevados. Não há evidências de ameaça às pessoas sadias ou à população, no entanto cuidados, como a lavagem das mãos, com sabão ou álcool gel, é a medida mais simples e mais eficaz no controle da disseminação de bactérias. Além disso, os profissionais de saúde devem manter o protocolo de medidas preventivas.
A KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) e New Delhi metallo-B-lactamase-1 (NDM-1) não são agentes bacterianos, mas um mecanismo de resistência que pode estar presente em diferentes tipos de bactérias Gram-negativas como Klebisella pneumoniae, Escherichia coli, Serratia marcescens, Proteus mirabilis, entre outras. Vale ressaltar que, desde 2009, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) realiza a procura ativa e sistemática, que tem como objetivo de detectar precocemente desses mecanismos de resistência bacteriano e conter possíveis surtos.
A transmissão ocorre por meio do contato direto, como tocar a outra pessoa, ou por contato indireto, por meio do uso de um objeto comum. Para evitar a maior proliferação, não tome antibióticos por conta própria e siga as orientações médicas. Caso haja necessidade de entrar em contato com pacientes, lave bem as mãos antes e depois. O primeiro registro de KPC no Brasil foi em 2005, mas em outros países ela já existe há mais tempo, inclusive Dinamarca, França e Estados Unidos, países considerados com alto padrão de higienização nos hospitais.
Fonte: Agência Saúde/Ascom-MS
Livro: Escrito em Letra de Médico
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Gestantes e puérperas, vocês já tomaram a vacina contra gripe?
As mulheres que estão em período gestacional ou pós parto ficam mais susceptíveis a infecções causadas por gripes e resfriados. Isso porque durante este período o corpo cria um mecanismo que diminui, temporariamente, as defesas imunológicas do organismo, para não haver rejeição ao feto. A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que mulheres grávidas sejam vacinadas contra gripe durante a temporada em que a doença é mais frequente.
Seguindo a instrução da OMS, o Ministério da Saúde oferece gratuitamente às gestantes e mulheres no período pós parto (até 45 dias) a vacina contra gripe. Vale lembrar que a vacina usada no Brasil é preparada com um vírus inativo da gripe e não é prejudicial ao feto.
A Biomédica Camilla Wolf já fez a sua parte. Grávida de seis meses, ela tomou a vacina e explica porque o fez: “Neste momento tão especial em que temos alguém que depende totalmente de nós, nada mais certo do que se conscientizar da importância da vacinação para uma das doenças mais comuns. Neste caso, a mãe estando vacinada, irá passar os anticorpos para o recém-nascido e estes irão fazer parte de sua primeira defesa quando nascer”.
Puérpera – Este ano, a campanha de vacinação inclui entre os grupos prioritários as puérperas – mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto. A preocupação do Ministério da Saúde é reforçar a imunização deste público que ainda está vulnerável. Através da amamentação o bebê recebe os anticorpos fabricados pela mãe e ao tomar a vacina contra a gripe, a puérpera protege a si a ao neném.
Na hora da vacinação elas devem apresentar algum documento que comprove a data de nascimento da criança, podendo ser a certidão de nascimento do bebê ou o cartão da gestante, ou ainda a declaração do hospital onde ocorreu o parto.
- O gerente do Centro de Saúde Nº 14 do Cruzeiro, Helson Albernaz, a gestante Angela Martins e a puérpera Andrea Nascimento convidam as novas mães a se imunizarem contra a gripe. Veja o vídeo.
Quem pode tomar a vacina – Os grupos prioritários são às pessoas com mais de 60 anos de idade, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto (em puerpério), doentes crônicos e trabalhadores da saúde.
O Ministério da Saúde está na 14ª Campanha de Vacinação Contra a Gripe e até sexta-feira (10) mais de 65 mil postos de vacinação do Sistema único de Saúde (SUS), em todo o Brasil, estão imunizando contra a gripe. A meta para 2013 é vacinar 32 milhões de pessoas. Portanto, quem pertence a um desses grupos e ainda não se vacinou corre que ainda dá tempo. Vá ao posto de vacinação mais próximo para tomar a vacina e se proteger da influenza.
Camilla Terra / Blog da Saúde
Boa alimentação e exposição adequada ao sol garantem níveis ideais de vitamina ‘D’ no corpo
Foto: Claudia Rehm/Westend61/Corbis
Uma alimentação saudável, com leite e derivados, além de uma exposição adequada ao Sol garante os níveis ideais de vitamina ‘D’ ao organismo. Essa vitamina tem a função de aumentar a absorção do cálcio, diminuindo o risco de doenças, como raquitismo, osteomalacia e osteoporose, por exemplo.
Além disso, ela diminui o risco de doenças cardíacas, combate a enxaqueca e tensões pré-menstruais. “A vitamina ‘D’ atua como um hormônio, regulando nos níveis de cálcio e fósforo no sangue, ossos e dentes. É importante lembrar que a vitamina D se concentra principalmente na pele e passa por uma ativação através da exposição aos raios UVB ou pelos raios solares, para depois ser hidroxilada no fígado e rins. Por isso, tão importante quanto ingerir alimentos ricos em Vitamina ‘D’ é manter uma exposição solar regular”, explica o nutricionista do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, Felipe Rizzetto.
Segundo o especialista, os indivíduos com maior propensão a desenvolver as doenças relacionadas à falta de vitamina ‘D’ no organismo são os bebês prematuros, as crianças e os idosos. “A falta de Vitamina ‘D’ é mais perceptível em crianças, pois a carência da vitamina pode causar moleira aberta após o 1º ano do bebê. Em crianças acima de dois anos, pode gerar maior irritabilidade, inquietação, anorexia e suor excessivo, raquitismo e pernas tortas. Isso porque, a Vitamina ‘D’ atua diretamente na regulação do cálcio e nos depósitos de tecido ósseo pelo organismo. Na fase adulta, principalmente nos idosos, a queda dessa vitamina pode causar osteoporose e osteomalacia, porque o corpo não consegue absorver o cálcio da maneira adequada e os ossos se tornam mais frágeis”, alerta.
A dose diária recomendada de vitamina ‘D’ varia de acordo com a idade e local onde o indivíduo vive, em função da carência de luz solar durante o ano. Em média, um adulto precisa consumir cinco microgramas por dia e garantir uma exposição solar regular, sem o uso de protetor solar. “Um adulto saudável precisa se expor ao Sol, em média, entre 15 e 30 minutos, de 3 a 4 vezes por semana. Os idosos, em geral, devem se expor 10 minutos por dia. Uma dieta balanceada e rica em vitamina ‘D’ é essencial. Ela é facilmente encontrada nos alimentos como sardinha, atum, cogumelos, fígado, salmão, gema do ovo, leites e derivados. Esses alimentos ajudam a controlar os níveis e evitar a carência desta vitamina no organismo”, orienta.
Pessoas com intolerância à lactose devem ter cuidados específicos, caso a rotina da pessoa não inclua outros alimentos ricos em vitamina D ou mesmo em cálcio. “O uso do suplemento de vitamina ‘D’ pura é somente indicado para os casos em que o indivíduo não tem uma boa alimentação ou vive em locais muito frios, onde não é possível expor-se ao Sol regularmente. Lembrando que é sempre importante mudar alguns hábitos para evitar o uso de suplementos ou complementos alimentares. A solução mais prática na maioria das vezes não é a mais saudável. Por isso, sempre que possível opte por outros alimentos ricos em vitamina ‘D’”, ressalta o nutricionista.
O excesso de protetor solar também influencia na carência da vitamina ‘D’. O protetor diminui a exposição aos raios UVB, responsáveis pela síntese da vitamina na pele. “Em regiões tropicais, basta uma caminhada durante o dia para se receber a radiação suficiente para a síntese da vitamina. O uso do protetor solar é sempre muito importante e não justifica não utilizá-lo por conta da carência da vitamina ‘D’”, explica.
A orientação é que a exposição seja feita em pequenas doses. “Recomendo, em dias de praia, ou de passeios ao ar livre, esperar alguns minutos antes de passar o protetor solar para que se tenha uma pequena exposição, de preferências antes das 10 horas, caso esteja no verão. No outono, por exemplo, pode ser em qualquer horário pela manhã. Nos dias úteis, podemos aproveitar o caminho para o trabalho. Para os que usam carro e ficam trancados nos escritórios, aproveitar o horário de almoço para se expor ao solzinho que estiver aparecendo”, finaliza.
Sintomas da baixa concentração de vitamina ‘D’ no organismo, segundo o nutricionista:
- Diminuição do cálcio e do fósforo no sangue;
- Fraqueza muscular;
- Moleira aberta após o 1º ano do bebê;
- Irritabilidade, inquietação, anorexia e suor excessivo podem surgir nas crianças;
- Osteoporose nos idosos;
- Raquitismo;
- Osteomalácea;
- Pernas tortas.
Fonte: Érica Santos / Comunicação Interna do Ministério da Saúde
Exames e vacinas garantem gestação saudável e segurança para o bebê
Diversos exames realizados no período da gestação permitem identificar problemas como infecção urinária, pressão alta, anemia e outras doenças que podem prejudicar a gestante e o bebê. Por isso, o programa Rede Cegonha do Ministério da Saúde ampliou o número de exames para as grávidas que fazem pré-natal no Sistema único de Saúde (SUS). Entre os novos exames estão os testes rápidos para identificar gravidez, sífilis e HIV, cultura de urina, teste indireto de antiglobulina humana para gestantes que apresentarem RH negativo, além da ampliação do ultrassom obstétrico para cem por cento das gestantes.
De acordo com o Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, a oferta de exames disponível no programa Rede Cegonha traz mais segurança para a gestante usuária do SUS. “Quanto mais cedo, logo que identificar a gravidez, ir à Unidade Básica de Saúde, ao Programa Saúde da Família, melhor. O que a gente chama de captação precoce. Fazer os exames, os exames de sangue, ver se tem algum problema, fazer o exame de urina, ser examinada e fazer a consultas regulares, nós precisamos ter sete consultas durante os nove meses”, explica.
Além dos exames realizados no período da gestação, o SUS oferece vacinas para prevenir hepatite, gripe, difteria e o tétano. A dona de casa, Ana Carla Lopes, está na segunda gestação e sabe como é importante se prevenir contra doenças. “Quando eu estava grávida da minha primeira filha, a minha médica pediu pra mim ir no posto de saúde no SUS para tomar a vacina do tétano. Agora, eu estou grávida de cinco e aí ela não pediu para mim ir lá tomar nenhuma vacina a não ser a da gripe. Eu acho importante, principalmente, porque o SUS tem pra dar para gente e a gente não pode perder essa oportunidade”, comenta.
A meta do Ministério da Saúde é levar o programa Rede Cegonha para todo o país até 2014, principalmente para as regiões com alto índice de mortalidade materna e infantil. O objetivo da estratégia é ampliar e fortalecer a assistência às grávidas e às crianças até o segundo ano de vida.
Fonte: Ana Cláudia Amorim / Web Rádio Saúde
Força-tarefa apresenta plano de trabalho em Campo Grande (MS)
Fachada do Hospital do Câncer Prof. Dr. Alfredo Abrão | Foto: Karina Zambrana – ASCOM/MS
O Ministério da Saúde apresentou na manhã desta quarta-feira (8), no Núcleo Estadual do Ministério da Saúde, em Campo Grande (MS), o plano de trabalho da força-tarefa criada para acelerar o cumprimento de medidas corretivas solicitadas pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus). A força-tarefa foi instituída terça-feira (7) após investigações realizadas desde 2011 na Fundação Carmem Prudente, mantenedora do Hospital do Câncer Professor Dr. Alfredo Abrão, e no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, ambos em Campo Grande.
O grupo irá avaliar o atendimento oncológico nas quatro unidades que prestam o serviço ao SUS – Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Associação Beneficente de Campo Grande/Santa Casa, Hospital Universitário e Hospital do Câncer. O trabalho da força-tarefa avaliará três eixos: se as recomendações das auditorias foram cumpridas e qual a situação atual do serviço oncológico; a segurança do paciente (para determinar está sendo atendidos de forma segura e eficiente); e a situação da assistência oncológica no município e sua integração com a rede estadual de oncologia.
“O trabalho desta força-tarefa é fundamental para garantir à população de Mato Grosso do Sul o acesso a um tratamento oncológico eficaz e de qualidade. E não tenho dúvida de que um dos seus legados será o de promover mais segurança aos pacientes deste estado, bem como relações mais transparentes na estrutura do sistema público de saúde”, avaliou o Secretário de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), Odorico Monteiro, ao apresentar o plano de trabalho.
O grupo dedicado à avaliação da segurança do paciente irá analisar prontuários médicos para avaliar se os tratamentos utilizados correspondem ao indicado e ao que está sendo ressarcido pelo SUS. Também serão analisados índices de toxicidade, recaída da doença e mortalidade. Para tanto, haverá cruzamento das informações contidas no prontuário com sistemas de informação do SUS.
Atuação – Criada pela portaria 768, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, a força-tarefa é composta por representantes do Denasus, que coordena o trabalho do grupo, além de integrantes do Departamento de Atenção Especializada (DAE) e do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas (DRAC) da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O grupo deverá atuar, a princípio, no prazo de 30 dias e tem a participação de representantes das três esferas de governo. Irá discutir, ainda, a expansão do serviço de radioterapia no estado, verificar se há novas irregularidades apuradas recentemente pela Polícia Federal, CGU, Ministério Público Estadual e Federal a partir das auditorias do Denasus, e combater o desperdício de recursos públicos.
“Queremos expandir o serviço no Hospital Universitário e criar um serviço de radioterapia no Hospital Regional, que é do estado. Então, esta força-tarefa também vai identificar se é necessário termos outros serviços no estado, além desses já programados. Nossa ideia é expandir serviços para o interior, com foco muito claro em reduzir as filas para o tratamento de câncer”, acrescentou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que esteve nesta semana no Mato Grosso do Sul para implantar a força-tarefa.
As investigações recentes da Polícia Federal são decorrentes de auditorias concluídas entre 2011 e 2012 pelo Denasus, que apontaram irregularidades no Hospital do Câncer e no Hospital Universitário de Campo Grande. Ao averiguar distorções em suas auditorias, o Denasus repassou informações tanto à Polícia Federal quanto à Controladoria Geral da União (CGU).
Fonte: Lívia Nascimento /Agência Saúde
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Não se faz saúde sem médico, diz Padilha
Fotos: Luís Oliveira – Ascom/MS.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou, nesta terça-feira (7), durante anúncio de ações do programa Viver sem Limites, em Brasília, que o governo federal analisa experiência de outros países para atrair médicos para o interior, regiões carentes e periferias de grandes cidades. “Não se faz saúde sem médico. O Brasil precisa de mais médicos com mais qualidade e mais perto da população”, disse.
O Brasil possui hoje 1,8 médicos por mil habitantes. Esse índice é menor do que em outros países, como a Argentina, 3,2 médicos por mil habitantes, e Portugal e Espanha, ambos com 4 por mil. Em janeiro deste ano, prefeitos apresentaram à presidenta Dilma Rousseff a dificuldade em contratar médicos nos municípios pequenos e regiões mais carentes. “Uma das questões que virou tabu no Brasil é que o país tem muito médico. Contudo, os números não sustentam isso”, destacou Padilha.
Entre as sugestões apresentadas pelos gestores municipais estão politicas para atração de médicos estrangeiros, a exemplo de estratégias utilizadas por países desenvolvidos. Enquanto no Brasil 1% dos médicos se formou em outro país, na Inglaterra esse índice é de 40% e nos Estados Unidos, 25%. Canadá, 22%, e Austrália, 17%. “Nós vamos continuar estudando alternativas possíveis, inclusive aprendendo com experiências de outros países“, salientou o ministro Padilha.
As alternativas que estão sendo estudadas pelo Ministério da Saúde com base na experiência de outros países consideram a atuação de médicos com formação de qualidade e a inserção deles na realidade brasileira de forma responsável, bem como sua atuação nas áreas que mais carecem de profissionais. Segundo Padilha, está descartada, por exemplo, a revalidação automática de diplomas e a contratação de médicos de países com índice de profissionais menor que o Brasil.
Entre as políticas voltadas a atuação de médicos nas regiões que mais precisam, destaca-se a atuação conjunta dos ministérios da Saúde e da Educação na estruturação dos serviços de saúde, ampliação de vagas de graduações em medicina nas periferias e pequenos municípios. Outra iniciativa é o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), em que o Ministério da Saúde oferece bolsa de R$ 8 mil para que médicos recém-formados trabalhem em Unidades Básicas de Saúde nas regiões mais carentes. Neste ano, 3.895 médicos estão atuando no programa, que conta com acompanhamento de universidades, especialistas e gestores de saúde.
Fonte: Wesley Kuhn /Agência Saúde









