Você conhece o conceito de "mídia tática"? Você sabia que a RHS oferece um curso audiovisual em cinco lições sobre o assunto?

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Você conhece o conceito de "mídia tática"? Você sabia que a RHS oferece um curso audiovisual em cinco lições sobre o assunto?

Ricardo Teixeira is offline

(Jailtão, 1999)

Arte e ativismo

O quanto nós podemos misturar essas duas coisas?

Essa questão, posta por artistas e ativistas desde o caldo primordial da contracultura, adquire uma importância cada vez maior em nossos dias. Ela ganha tanto mais força, quanto mais se acirra a revolta contra a apropriação privada do espaço público realizada pela propaganda e o marketing e contra esse fluxo unilateral da comunicação que nos impõe uma versão mercantilizada da vida. A questão sobre a mistura arte-ativismo ganha tanto mais importância, quanto não se aceita essa subordinação da máquina comunicacional ao consumismo e se está considerando agir. O resultado foram movimentos como o culture jamming, os adbuster, o "subvertising"  e outras "semióticas de guerrilha".

Pode-se dizer que, numa "sociedade do espetáculo", a luta política fica constrangida a ter que incorporar um uso tático da arte e, vice-versa, a arte...

 

Mídia e ativismo

Parece que se tornou impossível não misturar essas duas coisas!

Em especial, na era das mídias eletrônicas e sociais, quando as condições de produção e difusão audiovisual se colocam "ao alcance da mão". Quando passa a valer, como nunca, a máxima do ativismo tático: "não odeie a mídia, seja a mídia!" 

Define-se mídia tática como um modo de reapropriação do espaço público comunicacional, baseado nas invenções de uso tático, na ação política, das ferramentas simplificadas e acessíveis de produção e difusão social de conteúdo midiático. Embora frequentemente se utilize a expressão para designar um certo estilo de uso tático das mídias e um certo tipo de ativismo político, quase sempre de caráter opositor e contestador (como prevalece no verbete da Wikipedia hiperlinkado acima), nós a estamos tomando num sentido ampliado, desginando todo tipo de intervenção no campo midiático que reverta, de alguma forma, "o fluxo de mão-única de comunicação e poder" e instaure a possibilidade de ocupação do "espaço público publicitário" por outras narrativas

Ora, mas essa não seria uma boa definição do que representa uma plataforma como a RHS?

Sem dúvida! A RHS pretende ser, sobretudo, uma importante facilitadora do uso tático das mídias sociais e da produção de um "espaço público publicitário" que acolha e dissemine outras narrativas a respeito do SUS.

E é nesse sentido, isto é, aprofundando essa missão de apoiar projetos cidadãos de mídia tática, que a RHS oferece, além da própria plataforma (enquanto praça pública, ponto de encontro, base comum de compartilhamento, trocas e estocagem de conhecimentos), um curso rápido de mídia tática em 5 lições audiovisuais:

Uma contribuição da RHS para a ampliação das capacidades expressivas multimídia de todos que tenham histórias para contar sobre o "SUS que dá certo", utilizando-se apenas dos recursos disponíveis para qualquer um que esteja podendo ler este post: um smartphone ou um tablet ou um computador + acesso à internet.

Tutorial 1 - Saúde em Rede
Como a comunicação afeta e se relaciona com o trabalho em saúde e quais os propósitos do uso de recursos audiovisuais. 
(4'45")
 
Tutorial 2 - Linguagens e dicas de roteiro
Visão geral sobre o uso de linguagens audiovisuais na comunicação (telejornalismo, documentários, podcasting, radiojornalismo, etc.) e dicas de construção de narrativas.
(4'44")
 
Tutorial 3 - Captação/Gravação
Escolha de câmeras e/ou celulares; noções básicas de enquadramento; técnicas de captação.
(4'32")
 
Tutorial 4 - Edição/Montagem
Escolha de softwares de edição; ingest e padronização dos arquivos dos vídeos e sons; edição; masterização. 
(3'55")
 
Tutorial 5 - Publicação e viralização
Como subir os vídeos ou áudios para a internet; dicas de viralização dos conteúdos. 
(3'29")

 

Você pode fazer esse curso completo imediatamente (tempo total: 21'25") ou mais tarde, deixando este post salvo entre os favoritos.

Estes tutoriais de mídia tática também se encontram permanentemente disponíveis na página de "ajuda" da RHS.

Use e abuse!

Tutorial 1 - Saúde em Rede
Como a comunicação afeta e se relaciona com o trabalho em saúde e quais os propósitos do uso de recursos audiovisuais. 
(4'45")
 
Tutorial 2 - Linguagens e dicas de roteiro
Visão geral sobre o uso de linguagens audiovisuais na comunicação (telejornalismo, documentários, podcasting, radiojornalismo, etc.) e dicas de construção de narrativas.
(4'44")
 
Tutorial 3 - Captação/Gravação
Escolha de câmeras e/ou celulares; noções básicas de enquadramento; técnicas de captação.
(4'32")
 
Tutorial 4 - Edição/Montagem
Escolha de softwares de edição; ingest e padronização dos arquivos dos vídeos e sons; edição; masterização. 
(3'55")
 
Tutorial 5 - Publicação e viralização
Como subir os vídeos ou áudios para a internet; dicas de viralização dos conteúdos. 
(3'29")

 

 

 

 6 COMENTÁRIOS

ruiharayama is offline

  Que post maravilhoso! Muito importante produzir a autonomia dos atores do SUS para que eles possam produzir o próprio conteúdo. Lembro que além dos programas de edição, existem os que são Softwares Livres. 

  Bravo! Bravo!

Ricardo Teixeira is offline

Com certeza, Rui!

A gente começou pelos mais simples e tendencialmente "universais", que são os softwares de edição que acompanham os pacotes básicos dos PCs e dos Macs. Mas você lembrou bem dos softwares livres disponíveis, inclusive com melhores recursos que esses editores básicos...

Compartilhe aqui, nos comentários deste post, suas dicas de editores de vídeo livres!

Abraços!

deboraligieri is offline

Ricardo querido.

Parabenizo a equipe da RHS e do LINC responsável por essa ferramenta de utilidade pública. Nessa sociedade do espetáculo e de controle sobre os corpos, é de extrema importância possibilitar o protagonismo comunicacional ao público em geral.

Nas minhas conversas com ativistas usuários do SUS e pacientes, sempre menciono a necessidade de nos apropriarmos da narrativa como algo nosso, de produzirmos conteúdos sobre saúde a partir da nossa perspectiva e com a nossa linguagem, debatendo nossas pautas sem interferências de interesses (mercadológicos) alheios à defesa do direito à saúde, sempre tão presentes nas notícias sobre o SUS da grande mídia. Esse mini-curso, se não torna prescindível, minimiza nossa dependência dos jornalões na divulgação das nossas demandas e experiências (exitosas ou não) relacionadas à saúde no Brasil. Uma ferramenta para nos ajudar no exercício do controle e participação social em defesa do SUS, e sem simplificações desconstrutivas dos usuários enquanto sujeitos de direitos. Quando nos oferecemos como matéria para modelagem da mídia tradicional, não somos atores da participação social, mas controle social assujeitado. Este curso, portanto, representa uma possibilidade de empoderamento do usuário do SUS enquanto cidadão. Lindeza total!

Abraços,

Débora

Maria Luiza Carrilho Sardenberg is offline

Resistência e linhas de fuga das narrativas que se pretendem únicas e totalizantes. Viva a multiplicidade de olhares que inventam novas possibilidades de vida quando se empoderam da comunicação na/da saúde.

abraSUS!

Cristine Nobre Leite is offline

Oi Ricardo,

Bem a cara da Conferencia de Comunicação.

Muito grata a ti.

AbraSUS,

 

Cristine

Raphael is offline

Assisti aos vídeos, achei leve e informativo... esse mascote da nova RHS já tem nome?

Há-Bra-SUS

Raphael

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