POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO E A FORMAÇÃO DO FUTURO ENFERMEIRO: RODA DE CONVERSA COM ENFERMEIRANDOS

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POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO E A FORMAÇÃO DO FUTURO ENFERMEIRO: RODA DE CONVERSA COM ENFERMEIRANDOS

Rosa Caroline Mata Verçosa is offline

 

 

Roda de conversa promovida pelos estudantes do curso de Mestrado Profissional de Ensino na Saúde, da Faculdade de Medicina, da Universidade Federal de Alagoas  em parceria com a Faculdade Estácio de Alagoas, com o objetivo de discutir a Humanização como uma política transversal que supõe ultrapassar as fronteiras dos diferentes saberes/poderes que se ocupam da produção da saúde, visando provocar nos acadêmicos ideias de inovações na produção de saúde, gestão e no cuidado, e assim aumentar o grau de corresponsabilidade desses estudantes que constituirão a rede do SUS como usuários e profissionais.

Foi apresentada a turma a proposta da roda de conversa e em seguida, foram produzidas informações sobre o conhecimento sobre a Política Nacional de Humanização; a humanização nos serviços de saúde; as dificuldades e incômodos para aplicação da PNH nos serviços de saúde. Essas informações serviram como base para discursão do tema e como disparador para as atividades que serão realizadas nos próximos encontros com o grupo.

Após a discussão e ao avaliar, em conjunto, as falas dos enfermeirandos foi possível observar a importância da abordagem da humanização como disciplina e/ou tema integrante da grade curricular dos cursos de enfermagem, pois ensinar humanização no contexto do SUS ainda é um desafio a ser enfrentados por todos e que precisa ser discutido nos cursos da saúde e integrar a grade curricular das universidades.

 

*Atividade desenvolvida pelos estudantes da disciplina de Humanização na Saúde do MPES/FAMED/UFAL Carla Cardoso de Oliveira Barbosa, Larissa Bruno Ferreira de Oliveira Florêncio, Rosa Caroline Mata Verçosa e Samuel Correia da Silva Moraes.

 

 

 15 COMENTÁRIOS

Maria do Carmo Barbosa is offline

Trabalho de grande relevância !!

#humanizacaotransversal #umsusquedarcerto #humanizasus #porumsusmelhor #humanizarepreciso 

deboraligieri is offline

Concordo contigo, Maria do Carmo, trabalho de grande relevância para a produção de saúde como um direito cidadão no Brasil!

Aproveito o ensejo, vendo as "hashtags" criadas (adorei!), para lembrar a todos os usuários e usuárias da RHS que elas são super bem-vindas nos comentários, mas no "tageamento" dos posts não usamos o #, apenas as palavras que melhor definem o assunto tratado, ou seja, apenas a "tag" .

Abraços,

Débora

 

CARLA CARDOSO DE OLIVEIRA BARBOSA is offline

Considero este trabalho de suma importância dentro da graduação, dos diversos cursos da área da saúde, uma vez que a temática voltada para a humanização é trabalhada de forma simplista dentro dos cursos de um modo geral, falo como docente. Sendo assim, a ampliação do conhecimento, assim como a construção de redes, agregando o ensino ao serviço, servirá como estratégia para gerar uma corresponsabilização nos graduandos, uma vez que já estão inseridos no serviço, e como futuros profissionais para aplicação da humanização no sus.
Maria Luiza Carrilho Sardenberg is offline

Olá a todos,

É uma alegria ver o método da roda sendo praticado como produtor de conversa e troca de experiências e saberes de toda ordem, principalmente quando se trata de um princípio norteador tão vital como a humanização das práticas de saúde.

E trazer a iniciativa para a RHS é aumentar a potência de agir coletivamente pois a insere num meio de produção da inteligência coletiva na saúde.

 

Rosa Caroline Mata Verçosa is offline

Olá, Maria Luiza!

A experiência da roda de conversa sobre a PNH com os estudantes de enfermagem foi muito positiva, pois tivemos a oportunidade de ouvir os enfermeirandos e discutir as vivências deles como usuários e estudantes inseridos no serviço de saúde. Ainda conseguimos observar que a temática humanização necessita ser abordada com mais frequência durante o curso de graduação em enfermagem.

deboraligieri is offline

Rosa Caroline.

Que delícia essa tua resposta pra Iza, mostrando a valorização da experiência das mestrandas enquanto usuárias do SUS como saberes integrantes do aprendizado em saúde! Em função do diagnóstico de diabetes tipo 1 há 31 anos, sou uma usuária bastante assídua dos serviços de saúde. E em regra, há uma certa batalha para eu conseguir participar da construção do meu projeto terapêutico singular como usuária/paciente (tanto nos serviços públicos quanto nos serviços privados de saúde), tenho sempre que reforçar aos profissionais que as minhas experiências práticas e os meus desejos devem ser considerados quando planejamos o meu cuidado em saúde, para além das prescrições e diretrizes padronizadas e padronizantes. Verificar que essas profissionais estão aprendendo desde o mestrado o valor das experiências de vida dos usuários, suas singularidades, é uma grande alegria! Essa é uma das formas de não apenas ensinar ou aprender o que é a política nacional de humanização, mas viver a humanização em saúde desde a formação. Lindo mesmo!

Concordo contigo, todos os temas caros à humanização (como o projeto terapêutico singular, gestão participativa, e protagonismo dos usuários, por exemplo) que na prática resultam em democratização da produção de saúde, deveriam mesmo ser debatidos também na graduação.

Abraços,

Débora

Emilia Alves de Sousa is offline

Olá Rosa,

Muito importante a iniciativa da roda de conversa com os futuros enfermeiros. A Política Nacional de Humanização oferta várias diretrizes/dispositivos, como o Acolhimento, a Gestão Participativa e Cogestão, os Direitos dos Usuários do SUS, a Clínica Ampliada, dentre outros igualmente importantes, para uma produção de saúde qualificada , e abrir o debate e envolver esses futuros profissionais para um trabalho em saúde que incorpore essas diretrizes/dispositivos é fundamental para a garantia do SUS que queremos - um SUS Integral, resolutivo e cidadão.

Vi que nos debates disparados, uma das questões diz respeito às dificuldades e incômodos para implementação da PNH nos serviços de saúde. Você poderia compartilhar conosco essas dificuldades e incômodos? Achei interessante o debate e fiquei curiosa para saber!

AbraSUS!

Emília

Rosa Caroline Mata Verçosa is offline

Olá Emília,

Entres as dificuldades e incômodos elencados entres os estudantes estão:

  • Conhecimento restrito sobre a PNH;
  • Condições de trabalho inadequadas; 
  • Carga horária de trabalho excessiva e baixos salários;
  • Gestão autoritária;
  •  Ambientes pouco acolhedores;
  • Falta de empatia dos profissionais com os colegas e usuários do SUS;
  • Falta de atividades de educação permanente.

AbraSUS!

Rosa Caroline

ANA RENATA LIMA LEANDRO is offline

Rosa e equipe, parabéns pela iniciativa em promover esse trabalho! Nós que estamos aprendendo cada dia mais sobre Humanização, entendemos a importância de atitudes assim, estimular o processo de "escuta" e interagir com estudantes que estão prestes a concluir o processo de graduação, produzindo muita informação e debatendo os diversos saberes.

Rosa Caroline Mata Verçosa is offline

Olá Ana Renata, 

Ao final da roda, pedimos que os estudantes fizessem uma avaliação da atividade e muitos destacaram como ponto positivo a estratégia da roda de conversa, pois eles tiveram oportunidade de expor seus conhecimentos, escutar e debater a temática com os colegas, assim construindo novos saberes e reconstruindo conceitos. 

Clarissa Cotrim dos Anjos is offline

Trabalho de extrema importância e necessário
LARISSA OLIVEIRA FLORENCIO is offline

Esse trabalho foi de suma importância pois envolveu os mediadores na divulgação do tema, onde ainda é tratado de maneira muito discreta no meio acadêmico. Onde os futuros profissionais, responderam de maneira muito positiva a idéia, pois os mesmos  já estão inseridos no SUS seja como usuários e\ou estudantes e integram esta verdadeira rede transformadora do sistema.

Samuel Correia da Silva Moraes is offline

Percebe-se a importância de ser trabalhada a termática Humanização no SUS, tendo em vista que pouco se aprofunda ou se discuti esse assunto de forma participativa no meio acadêmico. A experiência da metodologia em roda de conversa foi bastante rica, pois percebemos através das discussões que cada um tem uma visão/conceito do que seja humanização, o mais gratificante foi a construção coletiva do trabalho e fazer com que os alunos, futuros profissionais se percebam como usuários e coresponsáveis pelo processo de Humanização no SUS, sem buscar herois e/ou vilões e sim realizar uma construção positiva do SUS, reconhecendo suas dificuldades e acertos, multiplicando esse trabalho e valorizando o SUS que dá certo. 

Layse Veloso de A. Santos is offline

Como este tipo de metodologia e tema se fazem pertinente na graduação (não só nela)! o feedback é imediato! é preciso refletir, buscar, sentir se quisermos lutar por um "SUS que dá certo"

Vamos continuar compartilhando e tendo ideias com os lindos trabalhos aqui partilhados! grata

Silvana Paula Acantara is offline

Entender que a Política de Humanização deve ser vista de forma transversal nos cursos de saúde é fundamental na construção de um "SUSqueDáCerto". Nesse sentido, inicitivas como essa na graduação contribui para um novo olhar com relação a corresponsabilização e na contrução e reconstrução de sentidos com relação aos processos de trabalho e de cuidado na produção de saúde.

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