ATENDIMENTO PSICOLÓGICO Á LUZ DA HUMANIZAÇÃO
Grupo de Verbalização na Enfermaria Canguru humaniza o atendimento às mães de recém-nascidos de baixo peso na Maternidade Dona Evangelina Rosa em Teresina-PI.
Psicóloga- Lydia de Carvalho Pires
O Ministério da Saúde normatizou a implantação do Método mãe-canguru através da Portaria nº 693, de 05 de julho de 2000, estando incluído no Programa de Humanização do pré-natal e nascimento. A Maternidade Dona Evangelina Rosa implementou este novo modelo de atenção a partir de outubro de 2004.
Com este método, os indicadores de saúde do recém-nascido de baixo peso melhoram substancialmente, o vínculo mãe-filho é estimulado, o aleitamento materno é facilitado e as infecções hospitalares são evitadas. Durante a internação hospitalar o foco do atendimento clínico é o bebê prematuro e sua evolução, porém, na medida em que se introduz ações que dependem da mãe para promover o bem-estar e a saúde do bebê, o conhecimento acerca dos pensamentos, sentimentos e crenças maternas ajudam a orientar o adequado desenvolvimento de estratégias de intervenção facilitadoras do cuidado individualizado do bebê.
Assumir um filho no método canguru representa uma decisão consciente da mãe, que também aceita viver e passar pelas conseqüências dessa decisão. Estar na enfermaria canguru implica um envolvimento e contato intensivo com o filho prematuro (pele a pele), como também, alterar papéis e passar por um período de tempo longe dos familiares.
O grupo de verbalização realizado diariamente pela psicóloga Lydia Pires integrante da Câmara Técnica de Humanização da maternidade, possibilita a expressão e partilha de vivências das mães-cangurus, para que possam melhor elaborar suas ansiedades, estresse e sofrimento, constituindo-se em espaço facilitador de reflexão de sentimentos e de orientação, no qual são oferecidos escuta e apoio às mães, a fim de que possam desenvolver melhores condições de enfrentamento, re-significando essa experiência.
Com este método, os indicadores de saúde do recém-nascido de baixo peso melhoram substancialmente, o vínculo mãe-filho é estimulado, o aleitamento materno é facilitado e as infecções hospitalares são evitadas. Durante a internação hospitalar o foco do atendimento clínico é o bebê prematuro e sua evolução, porém, na medida em que se introduz ações que dependem da mãe para promover o bem-estar e a saúde do bebê, o conhecimento acerca dos pensamentos, sentimentos e crenças maternas ajudam a orientar o adequado desenvolvimento de estratégias de intervenção facilitadoras do cuidado individualizado do bebê.
Assumir um filho no método canguru representa uma decisão consciente da mãe, que também aceita viver e passar pelas conseqüências dessa decisão. Estar na enfermaria canguru implica um envolvimento e contato intensivo com o filho prematuro (pele a pele), como também, alterar papéis e passar por um período de tempo longe dos familiares.
O grupo de verbalização realizado diariamente pela psicóloga Lydia Pires integrante da Câmara Técnica de Humanização da maternidade, possibilita a expressão e partilha de vivências das mães-cangurus, para que possam melhor elaborar suas ansiedades, estresse e sofrimento, constituindo-se em espaço facilitador de reflexão de sentimentos e de orientação, no qual são oferecidos escuta e apoio às mães, a fim de que possam desenvolver melhores condições de enfrentamento, re-significando essa experiência.
Atividades sócio-educativas realizadas com as mães participantes do método canguru - MDER.
A Câmara Técnica de Humanização proporciona às mães internadas na enfermaria canguru várias atividades visando amenizar a ansiedade e tornar os dias de internação produtivos tais como: comemoração dos aniversariantes do mês, visita das mães que já passaram pela enfermaria canguru, oficinas de découpage em sabonete e pintura em cerâmica.
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Comentários [8]
29/06/2010 22:06:25
Parabéns Lydia e toda a equipe da Evangelina Rosa!
Prezada Lydia,
O trabalho que vocês vêm desenvolvendo mostra o compromentimento e a implicação com a vida desta criança que sabemos ser tão fundamental sobretudo nos primeiros momentos e anos de vida. O trabalho desenvolvido com as mães é fundamental para minimizar os efeitos da hospitalização e possibilitar mais relaxamento e qualidade na interação com o bebê. Em pesquisa do mestrado com mães em enfermaria canguru elas narraram com um dos recursos mais importantes e "saudáveis" no hospital estas iniciativas.
Aguardamos aqui na rede outros posts com o trabalho em várias frentes que vem sendo realizado.
Parabéns Soraya pela sua dedicação e incansável defesa do SUS; Parabéns Lydia pelo trabalho sensivel e comprometido e a todos que fazerm a maternidade!!!!!
Bjs
Annatália
25/01/2010 18:03:20
Método Mãe Canguru
Oi Nydia
Que legal essa iniciativa da implantação do MétodoCanguru na MDER, na recuperação das crianças prematuras.Tive a oportunidade de conhecer esse método, quando há uns8 anos, aproximadamente, a enfermeira Noélia o implantou noHospital Infantil para ajudar na recuperação dos prematuros, e com ótimos resultados. Infelizmente, por razões desconhecidas, não houve continuidade. Mas pensamos em resgatar essa iniciativa.
Parabéns pelo belo trabalho!
Abraços!!!
Emília
22/01/2010 15:16:10
Grupo de Verbalização na Enfermaria Canguru
Muito bacana este trabalho, Lydia. As mamães de bebês cangurus necessitam de fato deste apoio, pois é um desafio muito grande para elas, muitas vezes " marinheiras de primeira viagem", que se angustiam em ver aquele "serzinho" tão indefeso necessitando de seus cuidados, do seu carinho, e amor e muitas vezes se sentem impotentes, inseguras e ansiosas pelo restabelecimento do filho, causando stress e problemas emocionais por vezes sérios. Com certeza esse projeto vem contribuir bastante para diminuir essa ansiedade e dar-lhes maior segurança quanto aos cuidados com o bebê. Parabéns! Nós que fazemos a maternidade e temos compromisso com o usuário, agradecemos a iniciativa.
24/01/2010 12:45:14
Método Canguru!
Obrigada Adelina, sabemos que a humanização se dá a partir de uma perspectiva ampliada de cuidado com o ser humano, e para isso, é importante estarmos sempre divulgando, conhecendo novas experiências e refletindo sobre as mesmas.
Beijos,
Lydia Pires
20/01/2010 14:35:02
Díade Mãe -Bebê evitando o ADNPM
Soraya,
Este trabalho é muito lindo e sabemos, crucial para a maternagem e a dinâmica psíquica do bebê, vivenciando uma segurança emocional que fica para a VIDA. Mas não sei se já está incluído, seria interessante também uma continuidade de acompanhamento dos bebês prematuros no que diz respeito ao diagnóstico de Atrasos de Desenvolvimento Neuropsicomotor (ADNPM), que costumam estar associados a algumas causas de prematuridade e baixo peso, por etiologias diversas como problemas genéticos ( cromossômicos) ou mesmo metabólicos ( dentro dos vários "erros inatos do metabolismo"). Profissionais da Genética tem tentado sistematizar triagens mais amplas no SUS, e até já existe uma Portaria nesse sentido de 2004, mas não avançou.
Fica a sugestão para este olhar, a ser pensado nos novos planejamentos da Humanização nas Maternidades, pois no momento em que se amplia a detecção precoce destas alterações para a grupalidade mais ampla de profissionais ( além de capacitar mais médicos e enfermeiros nesse sentido, mas não só estes)- ocorre que através dos sintomas de hipotonia, icterícia, crise hemolítica, rejeição metabólica da criança a certos alimentos, e outros sinais, estaremos possivelmente diante dos ADNPM os quais podem ser diminuídos com a identificação destes sinais e o diagnóstico diferencial, pois esta é a condição que possibilita as terapias preventivas em nível secundário, diminuindo efeitos indesejáveis como retardo mental, crises convulsivas, atrasos motores, etc. Ou seja, reconhecer e detectar para que as crianças cheguem mais rápido e precocemente à terapia adequada de dieta específica, ou de reabilitação em estimulação precóce, por exemplo.
Parabéns, o trabalho que voces estão fazendo já é maravilhoso, e demonstra implicação, envolvimento e co-responsabilização; por isso que estou apostando que esta minha lembrança pode encontrar terreno fértil na Rede Norte Nordeste de Saúde Perinatal- RENOSPE.
Nós aqui de Natal tivemos oportunidade de conhecer uma medica geneticista de Teresina que queria trabalhar conosco no Centro de Reabilitação Infantil- CRI da SES-RN, mas na época não aconteceram os concursos que ela esperava.
Sou Bióloga na área de Genética e Psicóloga, e escrevo a partir desta vivência de longos anos no CRI que trabalha com a reabilitação de crianças com ADNPM, desde a estimulação precoce ( 0 à 24 meses) até os 18 anos. .... embora eu não esteja mais no CRI, as crianças ainda estão no meu pensamento.
Um Abraço.
Shirley Monteiro.
22/01/2010 09:43:41
Prevenindo os atrasos de desenvolvimento (ADNPM)
Shirley, obrigada por seus comentários e sugestões. A prevenção dos atrasos de desenvolvimento (ADNPM) na Maternidade Dona Evangelina Rosa corresponde à 3ª etapa do método canguru, em que o bebê volta para o controle de peso e ingressa no ambulatório de prosseguimento. Nesta etapa, dispomos de médicos, enfermeiras, nutricionistas, fonoaudiólogas e fisioterapeutas, cujos serviços visam a segurança da saúde do bebê, a prevenção e o diagnóstico precoce de atrasos de desenvolvimento neuropsicomotor. Este trabalho já existia na maternidade e com a implantação do método canguru foi intensificado.
Abraços,
Lydia Pires
Psicóloga - MDER
20/01/2010 12:50:28
atendimento psicilógico à mãe canguru à luz da humanizaçaõ
A atuaçaõ do psicológo na enferamaria canguru tem sido relevante e necessária para aquelas usuárias que se encontram no momento de maior fragilidade de suas vidas. Parabéns pelo belíssimo trabalho desenvolvido nesta instituição e em prol destas usu´rias que muito necessitam desse apoio.
Joana Darc
22/01/2010 09:58:58
Atendimento Psicológico à mãe canguru
Querida Joana, quero antes de tudo agradecer e enfatizar que nós todos que fazemos parte da Câmara Técnica de Humanização da MDER estamos unidos no mesmo propósito que é valorizar os nossos colaboradores e usuários, proporcionando um atendimento com qualidade e resolutividade, então, na realidade este trabalho é nosso!
Beijos,
Lydia Pires