O FUMO ESTÁ PROIBIDO - E AS AÇÕES PREVENTIVAS?

Versão para impressãoSend by emailPDF version

Gostaria de divulgar um trabalho sobre o Tabagismo divulgado por Sabrina Fernandes em nossa lista de emails.

 

Na qualidade de ação corretiva – apesar de alguns não concordarem com a decisão – a proibição do fumo em ambientes fechados vem ao encontro da maioria de ex e não fumantes que se viam obrigados a conviver com o vício de uma minoria.

Excessos a parte – conflitos no início da proibição, aplicação de multas – este é um bom momento para se definir ações preventivas que a médio e longo prazo minimizarão a necessidade de novas intervenções corretivas, caracterizando então a necessidade de uma preocupação contínua.

Em recente apresentação na Tribuna Popular da Assembléia Legislativa, discutimos os resultados de uma pesquisa de âmbito nacional, conduzida a partir do Estado do Espírito Santo (pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental - NEPA), que, entre outros aspectos relevantes, identificou que o início do hábito de fumar ocorre predominantemente entre os 14 e 18 anos.

Como conseqüência dos resultados da pesquisa, e com o apoio de muitos dos deputados presentes à sessão, fez-se a proposição de que deveria ser realizada uma nova pesquisa de modo a conhecer as motivações que levam estes estudantes a iniciar o vício de fumar. Sendo assim, de acordo com a faixa etária encontrada, o NEPA propôs que essa pesquisa fosse realizada na rede estadual de ensino (todos os municípios), envolvendo estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Como explicitado quando da apresentação, esta pesquisa deveria envolver a Assembléia Legislativa (apoio da TV Assembléia), bem como as Secretarias de Estado da Saúde e da Educação, entidades com as quais o NEPA estaria contatando para assegurar a viabilização da proposta, cabendo ao NEPA desenvolver a referida pesquisa sem ônus para o Estado.

Essa pesquisa seria aplicada em cada município através da amostragem das escolas de ensino fundamental e médio, ali localizadas, e seu objetivo seria delinear um perfil detalhado da percepção dos jovens em relação à problemática do Tabagismo. Tais informações são imprescindíveis – somadas as já conhecidas por parte das duas Secretarias de Estado - para a definição / readequação de uma política pública de conscientização dos estudantes.

A pesquisa em âmbito estadual levaria em conta a experiência já consolidada pelo NEPA quando da pesquisa realizada em âmbito nacional, esta envolvendo cerca de 1800 estudantes universitários, de 31 diferentes cursos e cobrindo cinco Estados. Sendo assim, a pesquisa estadual poderia servir como base de estratégia a ser adotada, em um segundo estágio, nas redes municipal e particular.

Há algum tempo, no âmbito estadual, já foi realizada uma pesquisa piloto – promovida pelo Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer / Vigilância de Tabagismo em Escolas – VIGESCOLA – mas que envolveu apenas alguns poucos municípios, diferente da proposta do NEPA que sugere a realização de uma pesquisa ampla envolvendo todos os municípios do Estado.   

A possibilidade da entrada da TV Assembléia no contexto da pesquisa seria para propiciar o treinamento e um contato direto e contínuo entre os grupos a serem criados em cada município, que ficariam envolvidos na aplicação de um questionário nas escolas selecionadas. Estes questionários, depois de coletados, seriam tabulados pelo NEPA, sendo o resultado encaminhado para análise e aprovação da SESA e SEDU.

A TV Assembléia também permitiria que os resultados, depois de consolidados e aprovados, pudessem ser debatidos com os grupos municipais (máximo de quatro membros) de modo a levar em conta a experiência dos mesmos.

Em síntese, mais do que proibir (apesar de necessário), é preciso conscientizar, particularmente os jovens, dando a cada um os elementos necessários para a decisão pessoal quanto ao vício do fumo e suas conseqüências sobre a saúde dos fumantes, bem como dos ex e não fumantes que vivem no entorno dos fumantes. É notória a relevância da prevenção no período de maior vulnerabilidade, já que comparativamente, é irrisório o número dos que adquirem dependência após a idade adulta.

 

Roosevelt S. Fernandes

Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

AnexoTamanho
ARTIGo proposta para pesquisa estadual.doc31 KB
TABAGISMO para PLURIDOC.doc764.5 KB
Tags: pesquisa   prevenção   tabagismo   
Estado/Cidade: Santa Catarina/Blumenau
 

Comentários [3]

Olá, Pat!

Bom, primeiro queria te parabenizar por tentar tirar o antitabagismo de um foco meramente proibicionista. Entretanto, e fazendo talvez um leve coro com a Cláudia, acho importante considerarmos também outras perspectivas sobre o assunto. É por isso que, em nome igualmente da boa elegância, convido você a dar uma lida no meu último post. Achei oportuno, já que se trata do mesmo horizonte temático - além de me permitir mais aproximações aqui na rede!!

Abraços,       

Pablo D. Fortes

Pati, muito me irrito quanto todas campanhas contra o tabagismo

 

não poderíamos nos unir e lutar contra o imposto de renda?

Poderíamos  exigir saneamento básico?

Fazer movimentos e reciclar o lixo, juntar pessoas para multiplicar o plantio de árvores frutíferas para garantir o acesso a uma camada de sujeitos que para garantir sua sub-existência estariam se enfartando de uma nutrição de vida curta...

Penso logo não desisto..que a pegação de pé é puro preconceito e preconceito serve para por em discussão o que serve para outros patamares....enquanto a gente se estranha em perpetuar regras....alguém ganha dinheiro.

Podemos sem dúvidas nos reunir em torno da defesa da vida e ampliar as discussões e não criar divisões que servem apenas para a manutenção do sistema.

Amo vc, e , pensar diferente penso ser o que nós enriquece

e jamais separa.

Beijos com carinho

Cláudia peju

É bom irritar os amigo ...

 Da irritação vem o debate que tanto nos ilumina para novas reflexões.

 

Irritar Cláudia Peju é quase a mesma coisa que irritar Fernanda Young!

 

Bjs Pat