organismo versus corpo-sem-órgãos corpos que não aguentam mais

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organismo versus corpo-sem-órgãos corpos que não aguentam mais

Maria Luiza Carrilho Sardenberg is offline

O organismo investe sem pena o corpo sem órgãos.

Os corpos não aguentam mais...

Ricardo lançou uma tarefa para nós há algum tempo:

Pensar sobre a nossa rede como um meio de dissolução do organismo. Acabar com o julgamento e em seu lugar colocar a compreensão. No sentido que Espinosa deu a esse movimento. Ou seja, promovendo o pensamento, a potência do intelecto e, consequentemente, a liberdade humana.

Pois bem...Tudo isso me ocorre ao ler o post do Erasmo, onde cores encobrem a discussão da complexidade e singularidade dos pedidos de ajuda que nos chegam. Coincidentemente saio de uma reunião clínica cuja árdua tarefa é novamente pensar uma reorganização do trabalho. Momento sempre precioso para fazer vibrar as velhas formas ( e o  Pistas do método cartográfico cai como uma luva! ), mas também para novas investidas das organizações classificatórias mortíferas!!! Meu corpo não aguenta mais...Estou só...e meu `olhar poético`( como diz o Edu) é enquadrado como não podendo fazer parte da `realidade` que tomamos como objeto de discussão. Regras da clínica, norteamentos técnicos do tipo oficial ( de polícia? de justiça?) inundam as conversas. Lembro da Ângela falando sobre como é difícil ser minoritário...

Uma cena para exemplificar a dureza de mármore do Julgamento:

Menos gente na equipe. Proponho fazermos nosso pronto-atendimento ( atualmente feito individualmente ) em grupo, apostando na potência do dispositivo para junto com os pacientes decidirmos, entre outras coisas, a questão da classificação de riscos. Alguém objeta que podem entrar no grupo pessoas ìnadequadas`( leia-se malucos, hiperativos, etc ), o que incrementa a mão de obra dos profissionais e atrapalha o julgamento clínico!!! Argumento que já fizemos esta experiência com sucesso no passado da clínica. Tôla! Este é apenas um dos exemplos da força do organismo. Tenho trazido prá rede uma avalanche de coisas como a medicalização da vida infantil, os diagnósticos que atentam contra a liberdade infantil, as diversas formas de exclusão a que levam as classificações, etc.

A interlocução com vcs é aumento de potência!

Espinosa diria: sai do padecimento e parte prá ação!!! Falou e disse!!!

Iza

 

 2 COMENTÁRIOS

simone mainieri paulon is offline

a gente nunca sabe o quanto pode um corpo, também lembra o filósofo . e tua posição nessa equipe não deve estar mobilizando pouco os poderes "orgânicos", afinal, lembrar o quanto pode um grupo, o quanto o serviço tem que poder mais... não é prá qualquer corpo (quem dirá a maioria dos que compõem os tradicionais "corpos clínico"). Como se diz na minha terra, Luiza, não podemo é se entrega pros home, de jeito nenhum! bjs e força 
 

Maria Luiza Carrilho Sardenberg is offline

 

Oi Simone,

Legal vc me lembrar que ninguém sabe o que pode um corpo. Novas composições o potencializam mais, é verdade. Composições com gente, idéias, livros, paisagens, temperaturas, devires imperceptíveis...

obrigada

Iza

 

 

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