A lenda da índia Obirici

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No Bairro IAPI, em Porto Alegre, entre o Viaduto da Volta do Guerino e o Supermercado Carrefour, tem a estátua de uma índia. Segundo a lenda, Obirici era uma linda índia da tribo dos Tapimirins, e estava apaixonada por um guerreiro da tribo dos Tapiaçus, mas ele já estava prometido para a índia Iurá. Definiu-se uma disputa em arco e flecha, e Obirici, nervosa, acabou errando a pontaria, perdendo seu amado.

Sem forças para sair do lugar, Obirici ficou ali, chorando, e implorando a Tupã que lhe desse a morte, junto com o primeiro raio de sol, ou do luar. Tupã demorou-se em atender ao pedido da jovem, e quando lá chegou para buscá-la, encontrou apenas um rio de água límpida, formado pelas lágrimas da índia. O rio passou a ser chamado de Ibicuiretã, ou "Rio de Areia". Daí o nome Passo D'Areia, que identifica o bairro ao lado do IAPI.
 

 

Comentários [5]

O índio Sepé Tiaraju!!

Olá, Dênis,

Aqui está o índio ST, na entrada da minha cidade natal de São Sepé, no centro do estado do RS :) Mas avisa pra Obirici que ele já tem flecha e vai ser difícil acertá-lo :D

Abraço, rsrs

Lu

ginásio

 Denis, Shirley e demais companheir@s,

Muito bacana o resgate historico desta lenda. Me remeteu `a lembrança da lenda do guarana´, contada por uma querida professora do meu tempo de " ginásio " . Confiram!

                     A lenda do Guaraná 

Aguiry era um alegre indiozinho, que alimentava-se somente de frutas. Todos os dias saía pela floresta à procura delas, trazendo-as num cesto para distribuí-Ias entre seus amigos. Certo dia, Aguiry perdeu-se na mata por afastar-se demais da aldeia. Jurupari, o demônio das trevas, vagava pela floresta. Tinha corpo de morcego, bico de coruja e também alimentava-se de frutas. Ao encontrar o índio ao lado do cesto, não hesitou em atacá-lo. Os índios encontram-no morto ao lado do cesto vazio. Tupã, o Deus do Bem, ordenou que retirassem os olhos da criança e os plantassem sob uma grande árvore seca. Seus amigos deveriam regar o local com lágrimas, até que ali brotasse uma nova planta, da qual nasceria o fruto que conteria a essência de todos os outros, deixando mais fortes e mais felizes aqueles que dele comessem. A planta que brotou dos olhos de Aguiry possui as sementes em forma de olhos, recebendo o nome de guaraná.

Um grande abraço!

Emilia

 

Inspiração.

Este post foi inspirado num lindo tezxto da Luciane Régio: http://www.redehumanizasus.net/12333-a-cafeteria-do-iapi-em-poa#new

Tem a historia do índio de São Sepé

 Dênis,

 Legal trazer a lenda indígena que faz composição com a temática do post da Emília também, em visita a uma aldeia nesta semana  (http://www.redehumanizasus.net/12349-um-encontro-com-os-indigenas-em-barra-do-corda-ma-um-dispositivo-de-mudancas-no-hospital); e nesses desafios que a SESAI no MS tem buscado enfrentar para  encontrar formas mais humanizadas de fomentar cuidado  diante das diversidades  dos povos, e a partir dos saberes destes.

 Mas vendo esta bela imagem da índia do IAPI, lembrei-me do índio São Sepé, trazido à RHS em 2009 também pela Luciane !!

 Lu, voce poderia trazer a imagem do Sepé ??

 Bjos a todos,

 Shirley Monteiro.

Dênis, Shirlei e Emília :)

Vou trazer o Sepé Tiaraju sim! Obrigada, Dênis, por trazer a índia :)

Em tempos que eles ficam às margens das rodovias, seus bairros-mundo robados... vou ver se a SOL se junta também e conta algumas histórias de outros que aqui em Santa Maria vivem...

Pretendo contar em alguns dias, ainda estou no trabalho (olha a hora) e em casa sem internet, que só prometo resolver... quem mandou ir morar onde ela não chega? É que eu também me sinto meio índia... moro quase fora da cidade, com a diferença de que eu escolhi.

No momento, precisando da minha casa mesmo, mas eu volto!!

Vou mais alegre com este post!!!!

Bjs,

Lu