Dia mundial de prevenção do suicídio
O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos aconteça entre pessoas de mais de 60 anos. Conforme dados de pesquisa da OMS, a média de suicídios, nos últimos 50 anos, aumentou 60%, em particular nos países em desenvolvimento
Recebi esta matéria e pela sua relevância, decidi divulga´-la aqui na rede.
NEPS LEMBRA O TRANSCURSO DO DIA MUNDIAL DE
PREVENÇÃO DE SUICÍDIO
Amanhã, 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como forma de sensibilizar e convocar os países-membros para a criação de estratégias para a prevenção do suicídio, que tem altas taxas em todo o mundo. Na Bahia, desde 2007 foi criado no Centro de Informações Antiveneno (Ciave), da Secretaria da Saúde do Estado, o Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS), que mantém o acompanhamento aos pacientes que tentaram suicídio, mas também oferece tratamento àqueles que não tentaram, mas que correm risco de fazê-lo. Desde sua criação, o NEPS já realizou 11.460 atendimentos, uma média de 2.865 consultas por ano.
Segundo a psicóloga Soraya Carvalho, idealizadora e coordenadora do NEPS, as tentativas de suicídio representam 30% dos casos atendidos no Ciave, razão pela qual, em 1991, foi inaugurado o Serviço de Psicologia, com o objetivo de prestar acompanhamento psicológico a pacientes que tentaram o suicídio, durante a internação hospitalar, desde a emergência até depois da alta, através do tratamento ambulatorial, pelo tempo necessário.
"Ao longo dos anos pôde-se verificar uma taxa de reincidência de tentativa de suicídio muito baixa (menor que 2%) entre os pacientes que se submeteram ao tratamento, mostrando a necessidade e a importância da ampliação do serviço, visando oferecer à comunidade um ambulatório para atender, preventivamente, pacientes com depressão grave e risco de suicídio, daí a implantação do NEPS", explica a psicóloga.
A OMS considera o suicídio um grave problema de saúde pública, correspondendo a mais da metade das mortes violentas no planeta. Estudos desenvolvidos pela OMS revelaram que os gastos com o suicídio representaram, em 2011, aproximadamente 1.8% do que foi gasto com as doenças no mundo. Para 2020, a projeção é para um crescimento significativo, atingindo 2.4% dos gastos.
Ainda de acordo com dados da OMS, em 2004 foram contabilizados mais de um milhão de suicídios no mundo, o que representa uma média de um suicídio a cada 35 segundos. Para cada suicídio consumado, estima-se de 15 a 25 tentativas.
No Brasil, embora a taxa média de suicídio - 6,6 suicídios por 100 mil/hab - seja considerada pouco expressiva em relação a outros países, deve-se atentar que devido ao seu vasto território, essas taxas podem apresentar uma acentuada oscilação, como pode ser verificado nos índices entre as capitais brasileiras que variam de 1,9 a 15 suicídios por 100 mil/hab, em Salvador e Boa Vista respectivamente. "Em números absolutos, o Brasil está entre os 10 países com o mais elevado número de suicídios no mundo, registrando 24 suicídios por dia, ou seja, uma média de um suicídio a cada hora", conta a coordenadora do NEPS.
O NEPS, além do acompanhamento psicológico, disponibiliza atendimento psiquiátrico ambulatorial, terapia ocupacional e reuniões informativas para familiares dos pacientes. No próximo dia 30 de setembro, o serviço promoverá o Fórum Baiano sobre Suicídio, marcando o transcurso da data com a realização do Fórum Baiano sobre Suicídio, no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
A.G. Mtb 696/BA
Ciave/suicídio1
- Blog de Emilia Alves de Sousa
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Comentários
superar a moral fundada em valores transcendentes...
Como pensar sobre essa importante questão de ceifar a própria vida? Como sair do pensamento que não pensa, mas repete fórmulas transcendentes?
As velhas formulações da psicologia parecem tão pobres diante do que se apresenta ao pensamento num ato suicida. Mistério, disse nosso Marco.
Lembrei do conceito de vida trazido pelo nosso filósofo-intercessor Deleuze. Ele recusa um valor transcendente da vida independente da experiência. Tudo é imanente e a vitalidade é criação. Invenção de novos modos de existência. Sempre coletivos.
Iza
Mistério...
Segundo Augusto Curi, quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida. Que dor, que angustia e´ essa que consegue embotar a nossa mente, tirando a nossa capacidade criativa, nos levando ao extremo de abrir mão do bem mais precioso que temos, que e´ a nossa vida? E´ mesmo um mistério.
Um abraço Iza!
Emilia
Suicídio...
Amig@s desta rede quente e solidária,
Em função de uma mensagem enviada através do formulário de contato da RHS, por uma pessoa que se encontra com ideias suicidas, trago este post sobre o assunto, para uma (re)leitura e reflexão sobre o assunto.
Desde a década de 90 a Organização Mundial de Saúde (OMS) trata o suicídio como um problema de saúde pública, portanto o problema demanda nossa atenção.
Um abraço!
Emilia
Exige uma delicadeza intensa e contundente
Emília, há um mistério sobre os suicídios. Neles nossa autonomia e contingências são levadas ao mais alto grau de intensidade e entrelaçamento. Muitos das dezenas de milhares de mortes no trânsito são pequenos "atendados de 11 de setembro".
Possuídos pela intensidade da simbiose entre homem e máquina os motoristas perdem o controle sobre suas vidas ao darem a si mesmos o derradeiro destino. Carregam consigo suas famílias, colhem outras em seu trajeto.
Como uma espécie de terrorista do cotidiano o motorista da cabo de sua vida. Parece querer comunicar algo que ultrapassa a linguagem.
Mesmo quem sobrevive racionaliza a cadeia de causa e efeito que terminam em um "acidente". Uma racionalização que mal disfarçadamente aponta para uma exposição ao risco que em algum grau, sempre cada vez maior, em minha opinião implica no "acidente" uma intensa paixão escatológica.
Uma pressa não em chegar, mas em terminar velozmente a vida. Os motoristas põe um termo a sua angústia. Sinceramente e suponho exista uma estatística invisível do suicídio no transito.
Para Durkheim, suicídio é fenômeno social, não individual. É um fato social total que pode ser classificado de várias formas, segundo as motivações alegadas.
O certo é que, como nos casos em que a psicose gera ataques violentos, as mortes no trânsito são sempre precedidas por vários meses, as vezes anos de negação de algum tipo de sofrimento multideterminado e calado na forma de um sofrimento mal comunicado ou nem mesmo formulado.
Uma investigação da prevenção e do tratamento das causas do suicídio deve ser transdisciplinar e a intervenção deve reconhecer a profunda complexidade de um fenômeno que entrelaça o individualismo e a ação racional com os determinantes sociais e extruturais em uma trama fatal e de tratamento muito complicado.
Um forte abraço!
Um problema de saúde pública
Teresina é a 2º capital do pais com maior taxa de suicídios. Em dez anos, o Piauí registrou um aumento de 221,7% nos casos de suicídio. Somente no mês de fevereiro deste ano, foi registrada a ocorrência de 6 casos. O problema e´ grave e impõe do poder público e da sociedade como um todo, medidas preventivas.