Que perguntas você faria ao próximo Ministro da Saúde?

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Que perguntas você faria ao próximo Ministro da Saúde?

Equipe do Blog Saúde com Dilma

Blog Saúde com Dilma está propondo a realização de uma entrevista com o próximo Ministro da Saúde, independentemente de quem venha a ser indicado para o cargo. A proposta é fazer uma mobilização onde durante esta semana (até o dia 20/12) todas e todos possam enviar as perguntas que gostariam de fazer ao próximo ministro.

Envie sua proposta de pergunta (via comentário no blog ou pelo email saudecomdilma@gmail.com), acompanhada de uma contextualização e justificativa. Na terça-feira (21/12) apresentaremos uma compilação das perguntas enviadas. Se conseguirmos, agendaremos a entrevista com o novo ministro e levaremos as perguntas.

 

Tags: SUS   RHS   PNH   Ministro da Saúde   Humanizasus   Governo Dilma   
 

Comentários [13]

Agora Pergunta sobre HumanizaSUS dirigida ao Ministro Padilha

Pergunta: como vê, avalia e como seguir com HumanizaSUS?

Ana Rita Trajano, Consultora do Ministério da Saúde/Política Nacional de Humanização (PNH)

Presidente Dilma,

Temos hoje uma Política Nacional de Humanização do SUS, conhecida também como HUMANIZASUS, que se constrói a partir das experiências de um “SUS QUE DÁ CERTO!” – vivências de democratização, equidade e integralidade das práticas de saúde. Essas experiências podem ser melhor conhecidas através da rede virtual: http://www.redehumanizasus.net. Este é um movimento transversal de grande força em nosso SUS hoje! E apostamos na continuidade e fortalecimento desta política pública, fazendo avançar a concretização do ideário do Movimento da Reforma Sanitária em nosso país!!

Considerando que a PNH se faz presente em todas as regiões brasileiras através de Coletivos de Humanização, que ganham diferentes nomes como Coletivos Ampliados, Câmaras Tecnicas, Grupos de Trabalho, Fóruns, Colegiados, dentre outros, e que atravessa diferentes serviços ( passando pelos vários pontos da rede, ou níveis de atenção) e também as variadas instâncias de gestão como Secretarias Estaduais, Gerências/Diretorias Regionais, Secretarias Municipais, dentre outras, perguntamos:

- Qual a visão do Ministro Padilha sobre a PNH, como uma política pública do SUS? Como avalia a construção da mesma no sentido de contribuir para o fortalecimento dos princípios do SUS e sua concretização como Sistema Público de Saúde? E onde pensa localizá-la em sua gestão, lembrando que ela nasceu junto à Secretaria Executiva , em 2003; e, hoje está inserida junto à  Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)?

Mais uma pergunta

É inegável que a questão da administração das políticas sociais é tema patente e controverso, demandando abertura urgente de discussões com a sociedade em seu conjunto. Temos acompanhado o aparecimento de  uma variedade de propostas para sua realização (administração direta, autárquica, consórcios, fundações de direito privado etc). O Estado e o município de São Paulo aprofundam uma prosposta de contratualização de gestão com entidades privadas, particularmente através das leis de Organizações Sociais. Diante do paralelismo e indefinição jurídica desta proposta encontrou-se uma brecha para iniciativas que mudam o modelo constitucional vigente para o SUS como direito público universal e de dever do Estado e, assim, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou uma lei complementar que destina 25% dos leitos de hospitais gerenciados pelas contratualizações com entidades privadas para o atendimento a convênio e particulares.

Gostaríamos de saber a opinião do ministro quanto a essa questão e quais as perspectivas que vislumbra para esse necessário debate em sua gestão.

Logicamente, essa questão está diretamente relacionada às limitações da gestão pública. A Lei de Responsabilidade Fiscal tem sido um forte argumento para justificar a inclusão das OSS como formas de administração dos serviços de saúde. Tal Lei, apesar de se configurar como um fator importante para a garantia da lisura de alguns processos de administração pública,  coloca importantes limites para a contratação de pessoal concursado, fator essencial para o desenvolvimento do sistema público. O que o ministro pensa desta questão?

Fortalecimento do princípio da integralidade

Inicialmente, quero dizer da minha alegria pela escolha do Dr. Alexandre Padilha para assumir o Ministério da Saúde.Acredito que o nosso SUS estará em boas mãos, e com ótimas possibilidades de avanços.

Dr. Padilha,

A criação do SUS foi um grande avanço para a sociedade e trouxe algumas conquistas importantes, como o princípio da integralidade, garantindo a todo cidadão o direito de ser atendido desde a prevenção, até o mais complexo tratamento de uma enfermidade. Entretanto, ainda existe um grande distanciamento do que está na lei com a realidade atual. O que vemos na prática são filas de pessoas nas portas dos CGSUS, implorando pela autorização de exames de alta complexidade, cujo acesso ainda é difícil.
Dentro deste contexto, podemos citar também, a dificuldade de acesso ainda, para os agendamentos de consulta para atendimento pelos médicos especialistas, bem como a precariedade do Programa de Medicamento Excepcional, dentre outros.
Como o Sr. analisa esta questão e o que pretende fazer para o fortalecimento dos princípios do nosso SUS?

Desejo-lhe muito sucesso nessa nova empreitada por uma saúde digna, resolutiva e humanizada.

Um grande abraço!

Emília

Apoiadora Institucional da PNH no Piaui

O título da minha pergunta

  Queridos companheiros,

   Só para esclarecer, não fui eu quem escolheu este título "rumos da PNH"  para o meu texto, acompanhado das duas perguntas. O título foi criado por alguém que administra e organiza o Blog SAÚDE COM DILMA, certamente.

   Eu até achei este título meio "direto" demais ! E também acrescentaram na indicação da RHS, O http:// que  costumo não colocar.

   Mas que seja ! Tomara traga bons efeitos

Sinto-me contemplado pela pergunta do Emerson Merhy...

Sr. Ministro, o que o sr. acha da afirmação: o SUS estes últimos anos vem correndo riscos tremendos por se afastar do ideário da Seguridade Social e por vir caminhando a ser um plano de saúde para os excluídos do mercado em saúde?

Sandra Fagundes propõe agenda ao novo Ministro...

Saúde se produz com gente, com “penso” e com recursos.

Sandra Fagundes -RS

Oi Presidente, ministro e equipe ampliada
Saúde se produz com gente, com “penso” e com recursos.
Agenda viva desde a VIII CNS

Gente: usuários e trabalhadores da gestão, atenção e formação.
Agenda gente: educação permanente, formação em todos os niveis de escolaridade e educação popular
vínculos de trabalho e carreira SUS
fortalecimento do controle social

Penso: concepções, arranjos e dispositivos técnoassistenciais, constituição de redes e práticas em território, micropolitica do trabalho, produção de cuidado, autocuidado, autonomia, clínica qualificada, subjetivações, cidadania …
Agenda: constituição de redes loco-regionais de saúde e intersetoriais, investimento na gestão da clínica. Articulação entre os determinantes sociais da saúde e a clínica. Radicalizar na efetividade, integralidade, interdisciplinariedade.

Recursos: ampliar recursos financeiros e garantir continuidade; investir nas redes de apoio, de insumos e de gestão, com enfase na informatizaçào e informação.
Agenda: regulação da emenda 29 e ampliação dos recursos para a saúde. Investimento nas referidas redes. Fiscalização e transparencia.

Vamos fazer um SUS para todos, um SUS legal,
um sem manicomios!

abraços

Lourival pergunta ao novo Ministro...

Pergunta: políticas e esferas de governo?

Lourival Oliveira Filho, Colaborador da Maternidade Dona Evangelina Rosa, Teresina/Piauí

Senhor ministro, sou funcionário publico estadual e presto serviço à secretaria de saúde, lotado em uma maternidade de referencia no meu estado que e o Piauí. Sou apaixonado por políticas publicas de saúde e em duas sou viciado a Política Nacional de Humanização e o ParticipaSUS, todas voltadas para o fortalecimento do SUS. Como são políticas portanto e do interesse de todos e é para todos,a implantação dessas politicas na pratica dentro das unidades de saúde é um verdadeiro calvário é uma guerra constante, com isso traz um desgaste ao trabalhador e a própria população usuária, pois a prestação do serviço de qualidade fica a desejar.

Sei que a governabilidade é local, mas na hierarquia o ministério estar acima, portanto a minha pergunta é:

Por que o Ministério da Saúde não intervêm com o peso de sua mão na gestão desses núcleos de saúde os quais sobrevive as custas do repasse em dinheiro do ministério para fazer as políticas acontecerem nas unidades de saúde?

Rumos da PNH ?

Pergunta: rumos da PNH?

Shirley Monteiro de Melo, Psicóloga e Bióloga. Funcionária pública da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte.

Dentro do processo de continuidade da construção do SUS que transcorreu de 2003 a 2010 particularmente, vimos nascer uma política de governo na Saúde que, diferenciada das demais caracterizou-se por ser contra-hegemônica, transversalizada de modo a produzir mais diálogo e potencia no encontro de objetivos comuns entre as várias outras políticas de saúde, através de trabalhos coletivos entre profissionais, trabalhadores, usuários e intersetorialidade, incluídas. Falo aqui da POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO DA ATENÇÃO E GESTÃO DO SUS, que além do acúmulo realizado Brasil afora nos diferentes modos de fazer na prática do cuidado em saúde, integrado à gestão, soube dinamizar o protagonismo de profissionais co-responsabilizados; também produziu acúmulos no material teórico-institucional de estudos, pesquisas e registros destas experiências, como forma de divulgação do Método- princípios-diretrizes-e dispositivos da PNH. Toda esta produção se dá de forma a reencantar o concreto dos problemas e contradições do SUS, não de forma ingênua e apenas voltada para a beneficiência; mas como forma de problematização ético-política comprometida com o SUS que queremos. Podemos dizer que este reencantamento e todo o acúmulo aqui descrito se produziu em praticamente todos os estados do país, pela capacidade da PNH valorizar e mobilizar os trabalhadores militantes do SUS no seu espírito empreendedor, criativo e determinado pela autonomia dos que fazem o trabalho vivo e em ato, no dizer de Merhy. Porem sabemos que, por ser contra-hegemônica e embora deveras instituinte da inovação que se fortalece com a Co-Gestão, a Clínica Ampliada, a inseparabilidade entre atenção e gestão, e o método da tríplice inclusão; a PNH na sua transversalidade ainda não ocupa um lugar de institucionalidade convencional nos organogramas do Ministério da Saúde, que lhe garanta os devidos recursos para sua continuidade, enquanto política pública e de estado; e não mais apenas política de governo. Convidamos assim, o Ministro da Saúde e Equipe a conhecer as práticas resultantes da implantação da PNH nos diferentes níveis de Atenção e Gestão do SUS que tem dado certo, nos ANAIS DO 2º Seminário Nacional da PNH , bem como a visita aos documentos base do mesmo Seminário, incluindo as Cartilhas e Cadernos HumanizaSUS, que estão disponíveis como LINKS na Rede Virtual do Coletivo Nacional http://www.redehumanizasus.net. E enfim, perguntamos:
1.
Como o Ministro da Saúde do Governo Dilma pretende garantir a continuidade e expansão desta Política potente e instituinte que tem fortalecido a construção do SUS ?
2. Como pretende valorizar o trabalho acumulado pela Equipe Ministerial da PNH, Coordenador-Consultores- e Apoiadores nestes últimos 6 anos ?

Parabéns Shirley! Você elaborou uma boa pergunta!

Cara Amiga, estava esperando sua manifestação, desde aquela última conversa no "facebook", você saiu logo e fiquei daqui na torcida por sua entrada neste diálogo com o novo Ministro. E como disse os companheiros do Blog Saúde com Dilma: Parabéns a todas e todos que se mobilizaram e continuam a luta em Defesa do SUS! Com esperança, grande abraço, boas festas, boas passagens...Continuamos juntas, companheiras desta bela cidade de Natal, tão forte na construção de nosso SUS! Ana Rita 

Confirmação de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde!

"O novo ministério se abrirá ao diálogo em redes na construção das novas políticas de saúde"

 

Felipe Cavalcanti, médico sanitarista e professor da UFV

A confirmação do nome de Alexandre Padilha para o Ministério da Saúde confirma nossa expectativa e confiança na presidenta Dilma. Como disse Emerson, a vontade que dá é de votar em Dilma novamente!!!

Nossa presidenta indicou como ministro uma pessoa que, por toda sua experiência como Ministro das Relações Institucionais, terá a capacidade para circular em todos os meandros necessários para garantir os apoios que a saúde necessita e, principalmente, para montar uma equipe tão competente e coesa que garantirá a construção de um SUS para todas e todos, através de um intenso diálogo democrático.

A hora é de comemorar e também de começar a pensar o governo que começa em 1º de Janeiro, menos de duas semanas. A força que essa mobilização pela internet adquiriu e com a qual permanece há duas semanas mostra que as novas tecnologias nos permitirão construir lógicas diferentes, mais abertas e democráticas. O próprio Padilha (@padilhando) tem feito isso no twitter. Isso demonstra que o novo ministério se abrirá ao diálogo em redes na construção das novas políticas de saúde.

Todas e todos nós precisamos permanecer em intenso apoio e disponíveis para o diálogo!

Abraço e parabéns a todas e todos!

Sobre a fragmentação das políticas públicas de saúde no Brasil

 Eu perguntaria ao novo ministro da saúde qual a proposta, ou se está na perspectiva do novo ministério, alguma ação efetiva de integração das diferentes secretarias do MS e na SAS (Secretaria de Atenção à Saúde), em especial na integração das diferentes diretorias, no sentido de compor políticas publicas integradas de saúde e de reforçar estratégias e políticas transversais no SUS.

Argumento: hoje temos praticamente uma diretoria para cada nível de atenção à saúde, o que dificulta pensar a rede a partir de suas necessidade de transversalidade. Como conceber o SUS como sistema que tenha a Atenção Primária à Saúde como estruturante, coordenando o cuidado integral em rede, se a Atenção Primária não transversaliza as outras políticas? Não podemos mais pensar o hospital que não esteja integrado em rede! E nem atenção especializada por si mesmo, focal e local, sem rede que acrescente ganhos de escala... Hoje temos bons acúmulos que indicam essa necessidade e experiências dentro no próprio MS que poderiam ser reforçadas e ampliadas como as desenvolvidas pela PNH e pelo DARAS (diretoria de articulação de redes de atenção da SAS). Esse é um grande desafio!

Boa pergunta, Gustavo!

Já transferi para o Blog Saúde com Dima, que está coordenando a elaboração do documento que será entregue ao novo Ministro.

Vejam lá <http://www.saudecomdilma.com.br/> e participem também desta mobilização em Defesa do SUS! - neste momento importante de negociações com a Presidente Dilma e o novo Ministro da Saúde e Equipe.

Abraços esperançosos,

Ana Rita

Uma pergunta que fala da PNH e da RedeHumanizaSUS

Presidente Dilma, temos hoje uma Política Nacional de Humanização do SUS, conhecida também como HUMANIZASUS, que se constrói a partir das experiências de um “SUS QUE DÁ CERTO!” – vivências de democratização, equidade e integralidade das práticas de saúde. Essas experiências podem ser melhor conhecidas através da rede virtual: http://www.redehumanizasus.net. Este é um movimento transversal de grande força em nosso SUS hoje! E apostamos na continuidade e fortalecimento desta política pública, fazendo avançar a concretização do ideário do Movimento da Reforma Sanitária em nosso país!!
Saudações Susistas! Ana Rita Trajano